Por que nem todos desenvolvem cefaleia pós-punção dural (CPPD)? Um modelo experimental com dura-máter de cadáver
August Karl Gustav Bier, pioneiro da anestesia espinhal, descreveu o primeiro caso de cefaleia pós-punção dural (CPPD) em 1898, após a realização de uma raquianestesia com cocaína. Bier atribuiu à cefaleia a excessiva perda de líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo orifício de perfuração na dura-máter...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/25586 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25586 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Raquianestesia Cefaleia Líquido cefalorraquidiano |
| Sumario: | August Karl Gustav Bier, pioneiro da anestesia espinhal, descreveu o primeiro caso de cefaleia pós-punção dural (CPPD) em 1898, após a realização de uma raquianestesia com cocaína. Bier atribuiu à cefaleia a excessiva perda de líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo orifício de perfuração na dura-máter/aracnóide. Porém, nem todos os indivíduos que sofrem perfuração dural desenvolvem a CPPD. Em nossa metodologia, foram elaborados modelos em acrílico com tamanho de 71 cm e capacidade de volume total de 170 ml. Os fragmentos de dura-máter foram colocados em direção céfalo-caudal, preservando a orientação anatômica do tecido. Estes fragmentos foram puncionados com agulhas tipo Quincke (bisel cortante) 25 G, 26 G, 27G e 29G. Foi usado solução salina à 0,9%NaCl, o volume de líquido foi mantido o mesmo através de reposição do volume extravasado pelo orifício a cada 10 min, observou-se uma queda progressiva do gotejamento após a punção, o que mostra que a dura-máter, tem a propriedade de reduzir ou até encerrar o gotejamento de LCR após a punção dural.Houve significância quando comparada a evolução da perda de líquido entre os primeiros 10min em relação aos 50min (p=0,0461) e 60min (p=0,0281) finais. Também houve uma menor perda de líquido no sexo masculino quando comparado ao feminino. Esta pesquisa evidenciou a função da dura-máter em reduzir a perda de líquido, através do orifício de punção. Neste estudo confirmamos o maior vazamento de LCR nas mulheres do que nos homens. |
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