Evolução crustal da Província Mineral do Tapajós

A Província Mineral do Tapajós (PMT), corresponde ao Domínio Tapajós da Província Tapajós-Parima do Cráton Amazônico. Esse domínio tectônico se formou a partir da acresção de dois arcos magmáticos durante o Orosiriano na margem de um continente formado entre o Mesoarqueano e o Riaciano. Sucessivos e...

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Detalles Bibliográficos
Autor: VASQUEZ, Marcelo Lacerda
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)
Repositorio:Repositório Institucional de Geociências - RIGEO
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rigeo.sgb.gov.br:doc/25453
Acceso en línea:https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/25453
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:EVOLUÇÃO CRUSTAL
OROSIRIANO
ARCOS MAGMÁTICOS
PROVÍNCIA MINERAL DO TAPAJÓS
Descripción
Sumario:A Província Mineral do Tapajós (PMT), corresponde ao Domínio Tapajós da Província Tapajós-Parima do Cráton Amazônico. Esse domínio tectônico se formou a partir da acresção de dois arcos magmáticos durante o Orosiriano na margem de um continente formado entre o Mesoarqueano e o Riaciano. Sucessivos eventos vulcano-plutônicos e de sedimentação marcaram a formação dos arcos magmáticos Cuiú-Cuiú (2050-1970 Ma) e Tropas (1910-1870 Ma). Entre os eventos com pressionais desses arcos ocorreu uma extensão, com um adelgaçamento crustal que resultou em um metamorfismo de alto grau com anatexia entre 1956 e 1948 Ma e, localmente, um metamorfismo granulítico há 1937 Ma. O magmatismo bimodal calcioalcalino de alto K de ca. 1880 Ma, o alcalino ácido (tipo A) de ca. 1870 Ma e sedimentação continental há ca. 1850 Ma representam a etapa final de evolução do Arco Tropas, que foi marcada por um evento extensional. A PMT tem importantes depósitos de ouro magmático-hidrotermais, e um de paleoplacer modificado. A maioria desses depósitos foram controlados por falhas de cisalhamento transcorrente sinistrai de orientação NW-SE, com uma componente extensional (T) de orientação E-W e outras componentes de orientação NE-SW, WNW-ESE e NNE-SSW que também geraram espaço para mineralização. Modelamentos gravimétrico e magnetotelúrico mostraram uma descontinuidade crustal de orientação NNW que exumou no oeste da PMT uma crosta que sofreu metamorfismo de alto grau entre 1956 e 1937 Ma. Também mostraram um adelgaçamento crustal no centro da PMT, que possivelmente desencadeou um metassomatismo mantélico que gerou fluidos mineralizantes, e também condicionou a formação dos magmas e a colocação de corpos ígneos ácidos e básicos hospedeiros das mineralizações.