Pesca artesanal e resiliência na região estuarina de Santos: uma proposta de avaliação com base em conhecimentos locais

Novos cenários de convivência vêm se impondo aos pescadores na região estuarina de Santos/SP. Seja pela expansão das atividades portuárias, seja pelos passivos ambientais associados a essa expansão, milhares de trabalhadores de comunidades pesqueiras passam a buscar novas formas de subsistência dian...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Henrique Simões de Carvalho [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/59971
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9091732
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59971
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Artisanal Fishing
Socioecological System
Resilience
Environmental conflicts
Governance
Pesca artesanal
Sistema socioecológico
Resiliência
Conflitos socioambientais
Governança
Descripción
Sumario:Novos cenários de convivência vêm se impondo aos pescadores na região estuarina de Santos/SP. Seja pela expansão das atividades portuárias, seja pelos passivos ambientais associados a essa expansão, milhares de trabalhadores de comunidades pesqueiras passam a buscar novas formas de subsistência diante da gradual diminuição de seus territórios pesqueiros. A construção de terminais de embarque e desembarque de containers, as contínuas ações de dragagem do canal, a concorrência com outros pescadores, a diminuição da abundância de pescados e o histórico passivo de contaminação de águas e solos tornam a cada dia a atividade pesqueira na região mais desafiadora. Assim, o objetivo desta investigação consistiu em compreender a dinâmica da resiliência do sistema socioecológico da pesca artesanal na região ao longo dos últimos cinquenta anos, caracterizando a atividade e avaliando com base em conhecimentos locais nove atributos de resiliência socioecológica para diferentes períodos. O cumprimento desse propósito ocorreu através da coleta de dados primários obtidos em entrevistas e questionários dirigidos a pescadores(as), mestres artesãos e lideranças locais. Pontuações atribuídas a questões de cada atributo de resiliência avaliado (diversidade, variabilidade, modularidade, reconhecimento de variáveis lentas, feedback, capital social, inovação, governança e serviços ecossistêmicos) nos tempos atuais (2018), há vinte e cinco anos (aproximadamente 1993) e há cinquenta anos (aproximadamente 1968), geraram gráficos representativos da resiliência de cada período. Os resultados apresentaram diminuição da resiliência socioecológica nos últimos cinquenta anos sendo que a resiliência avaliada pelos atributos ecológicos apresentou diminuição significativa no mesmo período (associada a pressões antrópicas sobre os ecossistemas com perdas para diversidade, modularidade e variabilidade) e a resiliência avaliada pelos atributos sociais não apresentou variação significativa embora tenha um leve aumento no período avaliado. Os atributos reconhecimento de variáveis lentas, feedback e governança foram os que contribuíram com esse aumento.