O NIILISMO ATIVO DE ERNST JÜNGER

Em escritos dos anos 1930, Ernst Jünger expõe um cenário de decadência da então ordem burguesa e anuncia o que seria, segundo ele, o advento de uma nova era expressa pela emergência da mobilização técnica planetária e de uma nova humanidade. O autor celebra a emergente ordem técnica considerando-a a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Renata Magri Alonge Bonfim da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
Repositorio:Kínesis (Marília) - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www2.marilia.unesp.br:article/10632
Acceso en línea:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10632
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Niilismo
Ernst Jünger
Técnica
Mobilização total
O trabalhador
Descripción
Sumario:Em escritos dos anos 1930, Ernst Jünger expõe um cenário de decadência da então ordem burguesa e anuncia o que seria, segundo ele, o advento de uma nova era expressa pela emergência da mobilização técnica planetária e de uma nova humanidade. O autor celebra a emergente ordem técnica considerando-a a saída de um estágio decadente da história ocidental no qual o indivíduo encontrava-se enfraquecido e privado de condições que o possibilitassem afirmar a sua essencial potencialidade. É nesse sentido que nos deparamos com o niilismo nessas considerações do autor: um niilismo de caráter ativo expresso pelo esvaziamento e esgotamento da configuração de mundo de até então, uma destruição contínua em prol da realização do que o autor denomina de o domínio do trabalhador, um domínio configurado pela ação incisiva de um novo tipo humano que expressa uma nova vontade, pratica uma nova liberdade e leva à ruína todas as valorações e modo de vida do indivíduo burguês. Essa tarefa realiza-se a partir de uma atitude guerreira que afirma o niilismo, o concretiza e tem o potencial de ultrapassá-lo. No presente artigo expomos essa concepção de niilismo ativo, nos atentando sobretudo aos textos A mobilização total e O trabalhador – domínio e figura.