Os conflitos identitários da mulher negra retratados na literatura migrante de Marie-Célie Agnant

O constante fluxo migratório que instalou-se na contemporaneidade coloca em evidência não apenas questões sociais e econômicas como também questões identitárias. A partir desse contexto adverso, surge, no Quebec, ao final do século XX, um novo conceito literário dedicado ao registro da vivência migr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Toledo, Karoline Barbosa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/250955
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/250955
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Identidade
Imigrante
Literatura migrante
Mulher negra
Identity
Immigrant
Migrant literature
Black woman
Descripción
Sumario:O constante fluxo migratório que instalou-se na contemporaneidade coloca em evidência não apenas questões sociais e econômicas como também questões identitárias. A partir desse contexto adverso, surge, no Quebec, ao final do século XX, um novo conceito literário dedicado ao registro da vivência migrante, denunciando a problemática de uma experiência de vida condicionada a um constante “entre-lugar”: a literatura migrante. Visto que grupos específicos desvalorizados socialmente são as categorias mais fragilizadas em contextos de adversidade, a literatura migrante tornou-se uma ferramenta essencial no registro histórico da luta pela (re)descoberta de si. Retratando a vivência de indivíduos que precisam enfrentar o sentimento de não pertencimento e, ao mesmo tempo, adaptar-se a novos costumes e a uma nova cultura, a escrita de mulheres imigrantes transformou-se em instrumento de resistência perante uma sociedade que nem sempre as acolhe. Tomando como base teórica as noções de identidade pessoal, identidade nacional e atribuição de identidade de Hall (2000), Silva (2000) e Wardwood (2000), lançando mão da obra La dot de Sara (1995), de Marie-Célie Agnant, nos dedicaremos a compreender as nuances identitárias de mulheres negras e imigrantes, procurando investigar quais os mecanismos e estratégias adotados por elas nessa constante negociação em busca de si mesmas ao longo do processo de imigração.