Desafios para uma Teoria dos Direitos Humanos
O presente artigo pretende mapear algumas das maiores dificuldades teóricas para a elaboração de uma teoria dos direitos humanos. O tema dos direitos humanos, apesar de recorrente em discussões políticas, jurídicas e sociais, não recebe na maior parte das vezes um tratamento filosófico adequado. Ser...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Publicum |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/22786 |
| Acceso en línea: | https://www.e-publicacoes.uerj.br/publicum/article/view/22786 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Direitos Humanos Secularização Sociedade de Consumo Hannah Arendt James Griffin Human Rights Secularization Consumption Society James Griffin. |
| Sumario: | O presente artigo pretende mapear algumas das maiores dificuldades teóricas para a elaboração de uma teoria dos direitos humanos. O tema dos direitos humanos, apesar de recorrente em discussões políticas, jurídicas e sociais, não recebe na maior parte das vezes um tratamento filosófico adequado. Serão dois os desafios que apresentarei: (1) a forma como a secularização da sociedade esvaziou a ideia de direitos naturais de conteúdo, com isso esvaziando a ideia correlata de direitos humanos; e (2) a forma como os direitos humanos se tornaram trivializados na sociedade de consumo contemporânea. A combinação desses desafios nos coloca uma pergunta inconveniente: por que não abandonar o discurso de direitos humanos? Pretendo rebater tal pergunta na ultima seção do capítulo, afirmando que os direitos humanos estão arraigados em nossa cultura jurídico-moral, de forma a ser impossível abandona-los, e mais importante, o esvaziamento de conteúdo da ideia de direitos humanos não significa um fatalismo sobre eles. Ao final, apresentarei uma resposta elaborada em duas etapas, uma existencial e uma conceitual, aos desafios da trivialização e da secularização respectivamente. |
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