O ensino de história e a formação para a democracia

Este trabalho é um estudo de caso sobre como o ensino de História pode favorecer a formação para a democracia. O recorte escolhido para o estudo empírico consiste nas relações entre o professor de História e os alunos de uma turma do ensino fundamental, ao longo de aproximadamente dois anos. A análi...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Fonseca, André Augusto da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/8901
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/8901
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História
Ensino fundamental
Democracia
Aprendizagem
Relação professor-aluno
Desenvolvimento moral
Autonomia
Cooperação
Respeito mútuo
Sala de aula
Learning
Cooperation
Autonomy
Grasp of consciousness
Social interaction
Elementary school
History teaching
Descripción
Sumario:Este trabalho é um estudo de caso sobre como o ensino de História pode favorecer a formação para a democracia. O recorte escolhido para o estudo empírico consiste nas relações entre o professor de História e os alunos de uma turma do ensino fundamental, ao longo de aproximadamente dois anos. A análise é focada no desenvolvimento moral do grupo, e o referencial teórico é a epistemologia genética de Jean Piaget. Partindo da definição de democracia como um conjunto de regras consensuais de procedimento para a formação das decisões políticas, o professor-pesquisador criou situações em aula que favorecessem a superação, pelos alunos, das atitudes egocêntricas (descentração), a constituição de relações de respeito mútuo (cooperação) e a constituição da autonomia moral e cognitiva. Os conteúdos da disciplina de História são instrumentos para as descentrações, e a cooperação em aula cria as condições para a construção do conhecimento. Os resultados indicam que o educador precisa intervir propondo ações coletivas para promover o desenvolvimento moral. Por outro lado, as tomadas de consciência do próprio professor-pesquisador são relevantes para compreender os processos de aprendizagem dos alunos e para intervir de maneira mais eficaz (e cooperativa) no ambiente escolar.