O internato escolar como instituição total: violência e subjetividade

Neste artigo, apresentamos um caso da literatura relativo ao internato escolar por meio do qual exemplificamos e discutimos alguns aspectos da violência e subjetividade na instituição total. Utilizamos as análises de Goffman sobre as instituições totais e algumas hipóteses psicanalíticas a respeito...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Benelli, Sílvio José [UNESP]
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2002
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/6586
Acesso em linha:http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722002000200004
http://hdl.handle.net/11449/6586
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:instituições totais
subjetividade
internato escolar
total institutions
subjectivity
boarding school
Descrição
Resumo:Neste artigo, apresentamos um caso da literatura relativo ao internato escolar por meio do qual exemplificamos e discutimos alguns aspectos da violência e subjetividade na instituição total. Utilizamos as análises de Goffman sobre as instituições totais e algumas hipóteses psicanalíticas a respeito da agressividade para a leitura de O Jovem Törless , de Robert Musil. Instituições totais parecem ultrapassadas, mas elas persistem na atualidade: FEBENS, asilos, orfanatos, conventos, prisões, quartéis, manicômios, seminários para formação de padres, etc. Nossa pesquisa visa ao desvelamento do modo de funcionamento dessas instituições e a explicitação de seus efeitos na produção da subjetividade daqueles que delas participam. Concluímos que no paralelo que podemos estabelecer entre os fins educativos do internato escolar e os objetivos terapêutico-correcionais do hospital psiquiátrico e da prisão, existe mais do que uma simples analogia.