Melhoramento genético de abóbora tipo Tetsukabuto: desempenho agronômico, diversidade genética e tolerância a viroses

O objetivo foi avaliar a performance agronômica e identificar os melhores híbridos experimentais de abóbora tipo Tetsukabuto; avaliar a diversidade genética entre estes híbridos e; selecionar progênies quanto ao hábito de crescimento e a tolerância aos vírus Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV) e Squ...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Ariana Lemes da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/59285
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/59285
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciências Agrárias
Melhoramento genético
Abóbora Tetsukabuto
Viroses em cucurbitáceas
Diversidade genética
Produtividade agronômica
Genetic breeding
Tetsukabuto pumpkin
Viral diseases in cucurbits
Genetic diversity
Agronomic productivity
Descripción
Sumario:O objetivo foi avaliar a performance agronômica e identificar os melhores híbridos experimentais de abóbora tipo Tetsukabuto; avaliar a diversidade genética entre estes híbridos e; selecionar progênies quanto ao hábito de crescimento e a tolerância aos vírus Zucchini yellow mosaic virus (ZYMV) e Squash mosaic virus (SqMV), visando promover a variabilidade genética para formação de germoplasma. No primeiro experimento avaliou-se 21 híbridos experimentais interespecíficos e quatro testemunhas (Nara, Takayama, Kanda e Jabras), os quais foram polinizados pela cultivar ‘Samantha’ e ‘Moranga Exposição’. As variáveis avaliadas foram a produtividade total e comercial de frutos (PTF e PCF), massa média de fruto total e comercial (MMFT e MMFC), número de frutos totais e comerciais (NFT e NFC), espessura da polpa e da casca (EP e EC), diâmetro da cavidade interna do fruto (DCI), altura do fruto (AF), diâmetro do fruto (DF), teor de sólidos solúveis (TSS), parâmetros colorimétricos L*C*h da casca e polpa, textura da casca (TC), umidade da polpa (UP), formato de fruto (FF), tamanho de fruto (TF), uniformidade de frutos (UF), barriga branca (BB) e coloração da casca e polpa (CC e CP). Estimou-se a melhor predição linear não viesada (BLUP) por meio da máxima verossimilhança residual restrita (REML) e realizou-se a análise de agrupamento (método UPGMA) e a análise de componentes principais (PCA). Para o segundo experimento, utilizou-se sementes da primeira geração segregante (PS1) dos cinco melhores híbridos selecionados no primeiro ensaio (HE-07, HE-12, HE-16, HE-18 e HE-35). Produziu-se as mudas de cada população segregante e inoculou-se os vírus separadamente. Os indivíduos foram avaliados por escalas de notas quanto à incidência aos vírus desde a fase de muda até a fase de produção em campo. Os indivíduos com sintomas foram eliminados e os remanescentes, sem sintomas, foram identificados quanto ao hábito de crescimento (rama longa, bush ou semibush) e cruzados com a cultivar ‘Samantha’, originando a população segregante do segundo cruzamento (PS2). Os frutos obtidos foram avaliados agronomicamente. Esses dados foram analisados descritivamente, além da análise UPGMA e PCA. No primeiro experimento, os híbridos apresentaram diferenças significativas para as características MMFT, MMFC, EP, AF, TSS, TC, FF, TF, UF, BB e CC, com destaque para HE-05, HE-07, HE-12 e HE-14, os quais superaram as testemunhas e apresentaram ótimo potencial para lançamento no mercado e/ou incorporação em novos programas de melhoramento. Houve divergência genética entre os 25 híbridos, com formação de quatro grupos distintos, sendo que o grupo dos híbridos HE-01, HE-12, HE-14, HE-22 e a Takayama se destacaram em MMFT, MMFC, AF e FF. No segundo experimento, considerando as mudas viáveis e inoculadas da população segregante até a fase de campo, 4,06% apresentaram tolerância ao vírus ZYMV e 4,65% ao vírus SqMV. Frutos e sementes viáveis foram obtidas em 19 indivíduos tolerantes ao ZYMV e em 25 indivíduos tolerantes ao SqMV. Formaram-se três grupos dissimilares para ZYMV e quatro para SqMV. Concluiu-se que as sementes da PS2, tolerantes a ambas viroses, (I7PS1HE-07ZYMV, I4PS1HE-12ZYMV, I1PS1HE-18ZYMV, I5PS1HE-35ZYMV, I11PS1HE-35ZYMV, I35PS1HE-35ZYMV, I42PS1HE-35ZYMV, I18PS1HE-35SqMV, I20PS1HE-35SqMV, I6PS1HE-07SqMV, I17PS1HE-35SqMV, I21PS1HE-35SqMV, I21PS1HE-18SqMV, I7PS1HE-35SqMV e I10PS1HE-35SqMV) serão avançadas no programa de melhoramento genético, sendo necessário a introdução do gene Bu nos indivíduos tolerantes a SqMV.