Caveiras-berrantes: performance e profecia em "Era uma vez Brasília" (2017)

Este ensaio pretende analisar as encenações do filme Era uma vez Brasília (2017), do cineasta brasileiro Adirley Queirós, a partir de teorias da performance e da noção de teatro épico de Bertolt Brecht. A obra mistura documentário e ficção científica para apresentar uma narrativa fragmentada que se...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Campos, João Paulo de Freitas
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/201700
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/201700
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Análise de Filmes
Antropologia da Performance
Adirley Queirós
Ceilândia
Brasília
Film Analysis
Anthropology of Performance
Descripción
Sumario:Este ensaio pretende analisar as encenações do filme Era uma vez Brasília (2017), do cineasta brasileiro Adirley Queirós, a partir de teorias da performance e da noção de teatro épico de Bertolt Brecht. A obra mistura documentário e ficção científica para apresentar uma narrativa fragmentada que se desenvolve a partir de interrupções e saltos. Por meio da elaboração de atmosferas soturnas e experimentos de performance entre Ceilândia e Brasília, o filme procura refletir e dar corpo à derrota política expressada pelo golpe de estado de 2016 que retirou Dilma Rousseff do poder da perspectiva de sujeitos periféricos do Distrito Federal do Brasil. Por fim, esta obra nos revela um gesto profético que prenuncia um futuro de terror, morte e cárcere no Brasil.