O serviço doméstico remunerado no Brasil: de criadas a trabalhadoras

Este estudo analisa o serviço doméstico remunerado no Brasil. O trabalho dividese em duas partes: A primeira contextualiza o mercado de trabalho feminino na década e o papel dessa atividade como principal fonte de ocupação das mulheres brasileiras. São quase 5 milhões de mulheres e 350 mil homens tr...

Full description

Bibliographic Details
Author: Melo, Hildete Pereira de
Format: article
Status:Published version
Publication Date:1998
Country:Brasil
Institution:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repository:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2423
Online Access:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/2423
Access Level:Open access
Keyword:Serviço doméstico remunerado
Mercado de trabalho feminino
Trabalhadores domésticos
Description
Summary:Este estudo analisa o serviço doméstico remunerado no Brasil. O trabalho dividese em duas partes: A primeira contextualiza o mercado de trabalho feminino na década e o papel dessa atividade como principal fonte de ocupação das mulheres brasileiras. São quase 5 milhões de mulheres e 350 mil homens trabalhadores domésticos, aquelas representando cerca de 19% da PEA feminina no Brasil. A segunda mensura a categoria dos trabalhadores domésticos por sexo e macrorregiões brasileiras, usando as variáveis faixa etária, cor, posição na família e na ocupação, rendimentos e jornada de trabalho para traçar um quadro da realidade do serviço doméstico remunerado no país e nas suas grandes regiões. Como esse serviço constitui culturalmente o lugar da mulher e a execução dessas tarefas não exige nenhuma qualificação, é refúgio dos trabalhadores com baixa escolaridade e sem treinamento, considerado pela sociedade ocupação subalterna e fora do circuito mercantil. Mas tal qualificação varia, dependendo de quem a exerça. Separando por sexo, a desigualdade fica evidente, porque também nessa ocupação os rendimentos masculinos são maiores. Funciona como porta de entrada para as jovens migrantes rural-urbanas e existe uma forte presença de crianças do sexo feminino exercendo essas atividades. As trabalhadoras(es) domésticas(os) refletem a miscigenação nacional numa proporção igual de brancos e não-brancos.