Modulação da sinalização imune de células cardíacas frente ao priming por IFN-γ.

A Cardiomiopatia Chagásica Crônica (CCC) é o elemento mórbido mais importante da Doença de Chagas e sua elucidação se tornou fundamental. Estudos da imunologia da CCC demonstram que o sistema imune desempenha um papel duplo no curso da doença, agindo de forma a controlar as formas parasitárias e ain...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Paulo César Ferreira dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-09032017-142016
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42133/tde-09032017-142016/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Priming
Cardiomiócitos
Cardiomyocytes
Chagas disease
Doença de Chagas
IFN-γ
LPS
Descripción
Sumario:A Cardiomiopatia Chagásica Crônica (CCC) é o elemento mórbido mais importante da Doença de Chagas e sua elucidação se tornou fundamental. Estudos da imunologia da CCC demonstram que o sistema imune desempenha um papel duplo no curso da doença, agindo de forma a controlar as formas parasitárias e ainda promovendo lesão tissular. Porém, pouco se sabe do papel das células estruturais, tais como os cardiomiócitos, no curso da doença. Sabe-se que, em outras patologias cardíacas, o IFN-γ, citocina produzida em abundância no coração dos pacientes com CCC, determina o priming de diversas populações celulares, modulando positivamente a sua resposta. Cardiomiócitos HL-1 e animais C3H/HePas foram primados com IFN-γ e desafiados com LPS para a dosagem de citocinas, simulando quadro agudo e crônico de infecção. Neste trabalho, determinamos que o IFN-γ modula positivamente a produção de diversas citocinas in vitro por células HL-1 (IP-10, MCP-1, G-CSF, RANTES, MIG, IL-6, MIF) e também in vivo no coração (IP-10, KC, G-CSF, LIF e IL-6). Além disso, in vitro, o IFN-γ foi capaz de diminuir a produção de VEGF e GM-CSF em relação aos grupos tratados apenas com LPS. Os dados corroboram a literatura e permitem concluir que os cardiomiócitos são capazes de participar ativamente da resposta inflamatória no coração e que são sensíveis aos produtos da mesma. O trabalho serve ainda de base para novos estudos sobre o perfil de citocinas expressas no coração no curso da infecção por T. cruzi e como os cardiomiócitos participam da resposta inflamatória em questão.