Polimorfismo genético associado com a ocorrência de náuseas e vômitos pós-operatórios (NVPO) em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas

Introdução: A decisão clínica sobre qual população cirúrgica deve receber medicação antiemética profilática é baseada preferencialmente em sistemas de pontuação com base no risco clínico. No entanto, os fatores herdados podem desempenhar um papel significativo na sensibilidade basal para NVPO em pop...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Slullitel, Alexandre
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-07052024-121857
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5176/tde-07052024-121857/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Antieméticos
Antiemetics
Náuseas e vômitos pós-operatórios
Polimorfismos
Polymorphisms
Postoperative nausea and vomiting
Risk factors
Descrição
Resumo:Introdução: A decisão clínica sobre qual população cirúrgica deve receber medicação antiemética profilática é baseada preferencialmente em sistemas de pontuação com base no risco clínico. No entanto, os fatores herdados podem desempenhar um papel significativo na sensibilidade basal para NVPO em populações específicas. Métodos: Um estudo de casocontrole foi conduzido para identificar possíveis diferenças clínicas, étnicas e genéticas interindividuais que podem ser responsáveis por prever NVPO em uma população submetida a cirurgia oncológica. Foram seguidos consecutivamente 310 pacientes cirúrgicos durante as primeiras 24 horas de pós-operatório. Um buffy coat foi obtido a partir de 10 mL de amostra de sangue e processado para genotipagem de 32 diferentes polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), a partir de 23 genes candidatos, usando PCR em tempo real. Resultados: Sexo feminino, idade, história de NVPO/enjoo, uso de opioide pós-operatório, escore APFEL e vômito induzido por quimioterapia foram encontrados como fatores de risco para NVPO na análise univariada (p <0,05). História de NVPO ou cinetose permaneceu como o único fator preditor independente para NVPO na análise multivariada (OR ajustado = 3,15; IC 95%: 1,34-7,37, p = 0,008). Destaca-se associação significativa de rs208294 (gene P2RX7) e NVPO nos modelos de genótipo, dominante e alelo (p <0,05). Os modelos de regressão multivariada (ajustados para história de NVPO ou cinetose) mostraram o alelo C polimórfico de rs208294 como protetor contra NVPO. Além disso, foram encontradas associações significativas do polimorfismo rs17641121 (gene KCNJ3) e NVPO (p <0,05) em uma amostra estratificada classificada como escore de alto risco de acordo com o escore APFEL. As raças autodeclaradas e a ancestralidade molecular apresentaram maiores percentuais de componentes europeus, africanos ou asiáticos em pessoas autodeclaradas como brancas, negras ou amarelas, respectivamente. No entanto, não houve diferença na incidência de NVPO relacionada à raça. Conclusão: Antecedente de NVPO/cinetose, polimorfismo rs208294 do gene P2RX7 e polimorfismo rs17641121 do gene KCNJ3 são os preditores mais importantes para NVPO no presente estudo