Arte e estética da existência : algumas considerações para a docência

Resumo: Durante o seu último curso A coragem da verdade (1984), Michel Foucault analisa o franco falar (parresía) que, na vida dos cínicos na Antiguidade Clássica, adquire sua melhor representação - a vida verdadeira. Foucault aponta para a emergência da "vida de artista" localizada no séc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sabino, Kelly Cristine, 1983-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1413969
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/26085
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Foucault, Michel, 1926-1984
Arte
Estética
Ensino
Art
Aesthetics
Teaching
Estética da existência
Michel Foucault
Estética da docência
Dossiê
Descripción
Sumario:Resumo: Durante o seu último curso A coragem da verdade (1984), Michel Foucault analisa o franco falar (parresía) que, na vida dos cínicos na Antiguidade Clássica, adquire sua melhor representação - a vida verdadeira. Foucault aponta para a emergência da "vida de artista" localizada no século XIX, como um dos possíveis ecos da verdade entendida como vida – bíos como aleturgia – na arte e sua manifestação como uma estética da existência. Como é sabido, o cinismo interessou Foucault, por um lado, por ter sido marginalizado na história da filosofia antiga, e por outro, pela escassez de textos atribuídos a ele e, ainda, por se tratar de um modo de vida que não distingue ação e pensamento. O cinismo aqui é tomado como uma aleturgia, em outras palavras, um imbricamento direto entre fala franca e modo de vida, aproximando arte e vida, para ir ao encontro da noção de estética da existência, desenvolvida por Foucault nos seus últimos textos. Ao fim e ao cabo, o que a manifestação da verdade e de uma vida como obra de arte podem interessar à docência? Seria possível pensarmos uma ‘estética da docência’ baseada na vida como obra de arte, tal como propõe Foucault?