Estudo farmacognóstico comparativo de Passiflora alata Curtis e Passiflora nítida Kunth (Passifloraceae). Avaliação das atividades antiúlcera e antioxidante dos seus extratos

Passiflora alata Curtis e P. nitida Kunth, espécies brasileiras, foram submetidas ao estudo farmacognóstico comparativo. P. alata tem sido utilizada há tempos na medicina tradicional e em preparações farmacêuticas. No estudo farmacobotânico, as folhas das duas espécies apresentaram semelhança na for...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Wasicky, André
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25102017-165240
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9138/tde-25102017-165240/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anti-histaminicos H2 (Avaliação; Atividade)
Anti-ulcer
Antihistamines H2 (Evaluation; Activity)
Antioxidantes (Avaliação; Atividade)
Antioxidants (Evaluation; Activity)
Antiúlcera
Farmacognosia
Flavonóides
Flavonoids
Passiflora alata
Passiflora nitida
Passiflora nítida
Passifloraceae (Comparative study)
Passifloraceae (Estudo comparativo)
Pharmacognosy
Descripción
Sumario:Passiflora alata Curtis e P. nitida Kunth, espécies brasileiras, foram submetidas ao estudo farmacognóstico comparativo. P. alata tem sido utilizada há tempos na medicina tradicional e em preparações farmacêuticas. No estudo farmacobotânico, as folhas das duas espécies apresentaram semelhança na forma, no tamanho e na ausência de indumento. Diferem quanto ao número de glândulas peciolares. P. alata apresenta geralmente dois pares de glândulas e P. nitida, um par. Anatomicamente, as duas espécies mostraram características comuns ao gênero Passiflora: mesofilo dorsiventral; drusas no mesofilo, na nervura mediana, na região cortical, medular e floemática do caule; feixes vasculares colaterais. Embora as duas espécies apresentem nervura mediana biconvexa, a de P. alata evidencia as carenas pronunciadamente salientes, principalmente na face abaxial. Outro aspecto diferencial observa-se na forma do caule: em P. alata é quadrangular e, em P. nitida, arredondada. A seqüência de tecidos assemelha-se, com exceção do maior desenvolvimento de colênquima nas arestas de P. alata. A triagem fitoquímica evidenciou a presença de flavonóides nas duas espécies e a ausência de alcalóides em ambas, tanto na droga vegetal quanto nos extratos. Formação de espuma persistente foi observada com a droga vegetal preparada com P. alata. A hemólise foi observada com a droga e o extrato desta espécie. Os flavonóides foram quantificados como 0,42% ± 0,01 em P. alata e 0,10% ± 0,01 em P. nitida. No ensaio da atividade antioxidante, a EC50 de P. alata foi de 1061,2 ± 8,5 µg/mL e a de nitida 128,0 ± 0,9 µg/mL, no ensaio do DPPH, e de 1076 ± 85 µµmol de Trolox/g de extrato e de 1985 ± 104 µmol de Trolox/g de extrato no ensaio de ORAC, respectivamente. No ensaio de atividade antiúlcera aguda P. alata exibiu, na área total de lesão (ATL), proteção contra as lesões gástricas de 100%, P. nitida de 84% e lansoprazol, o controle positivo, de 76%. Quanto à área relativa de lesão (ARL), alata exibiu proteção contra as lesões de 99,45%; P. nitida, de 82,27% lansoprazol, de 81,44%, no ensaio de lesão gástrica induzida por etanol/HCI com 300 mmol/L de HCI e extratos na dose de 400 mg/kg. As doses de 100,200 e 400 mg/kg dos extratos foram testadas nas mesmas condições com 150 mmol/L de HCI. P. alata apresentou, na ATL, 100% de proteção contra as lesões gástricas nas três concentrações e lansoprazol, de 75%. Na ARL, P. alata exibiu 100% de proteção lansoprazol, de 76,92%. P. nitida apresentou, na ATL, proteção contra as lesões gástricas de 25%, 74% e 94% nas três concentrações, respectivamente e, lansoprazol, de 80%. Na ARL, P. nitida exibiu 27,40%, 74,00% e 91,78% de proteção, respectivamente e lansoprazol, de 78,08%. Baseando-se neste estudo possível distinguir as duas espécies através de características morfoanatômicas das folhas e dos caules e, através do perfil cromatográfico. Ambas as espécies apresentaram atividade antiúlcera promissora.