A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
Esta dissertação tem como tema o cavalo-marinho, brincadeira típica da Zona da Mata Pernambucana, Alagoas e Agreste da Paraíba, e nascida nas senzalas dos engenhos de cana dessas regiões. A questão central gira em torno de tentar compreender o cavalo-marinho tendo como foco de interesse << o q...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11613 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11613 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | cavalo-marinho brincadeira Zona da Mata de Pernambuco ritual Pernambuco State Sociologia |
| Sumario: | Esta dissertação tem como tema o cavalo-marinho, brincadeira típica da Zona da Mata Pernambucana, Alagoas e Agreste da Paraíba, e nascida nas senzalas dos engenhos de cana dessas regiões. A questão central gira em torno de tentar compreender o cavalo-marinho tendo como foco de interesse << o que se passa >> na brincadeira e << o que se passa >> com os brincadores, como se tais perspectivas estivessem ligadas às experiências e relações sociais singulares. De maneira em geral, busco explorar algumas das concepções e categorias que constituiriam o cavalo-marinho (brinquedo, brincadeira, brincador, folgazão, mestre, figura, figureiro, fundamento, função, toada, loa etc.), tendo como perspectiva a noção de brincadeira-ritual. Procuro evidenciar múltiplos significados e aspectos simbólicos do brinquedo. Na introdução procuro descrever alguns pressupostos desta pesquisa e a maneira como se desenvolveu meu trabalho de campo. No primeiro capítulo utilizo os encadeamentos históricos e sociais, como se estes tivessem sido fundamentais à região da Zona da Mata de Pernambuco, aos seus moradores/brincadores (as suas relações), procurando experimentar os efeitos destes processos históricos, em suas narrativas e brincadeiras. O segundo capítulo tem por objetivo fazer uma espécie de “percurso etnográfico” ao discorrer sobre a história do sítio Chã de Camará (e seus brinquedos) e dos meus principais interlocutores. No terceiro capítulo visualizo o cavalo-marinho por meio do conceito de ritual, onde apresento alguns dos símbolos presentes nas loas, toadas e improvisos nas passagens do cavalo-marinho. No quarto capítulo, tendo como base tanto pesquisas teóricas quanto meus dados de campo, sugiro possíveis ligações entre a socialidade dos brincadores e às brincadeiras do cavalo-marinho e maracatu. Na conclusão levanto uma tese sobre a “resistência simbólica” contida na poesia do brinquedo, e realizo uma articulação entre as “partes” da pesquisa, finalizando meus argumentos. Proponho então a imagem da brincadeira como um ritual, repleto de poesia e simbolismo, que coloca em processo de metaforização elementos das relações cotidianas, cosmológicas e, inclusive, aspectos simbólicos de desconstrução e reforço à situação social dos trabalhadores da cana da Zona da Mata. |
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