Sentidos de vida e morte: reflexões de idosos na terminalidade da vida

O crescente número de pessoas longevas vem acompanhado do aumento de doenças crônicas, debilitantes e progressivas, pois o avanço nos cuidados à saúde tem permitido maior tempo de convivência com estas doenças. Isso exige assistência especializada em controle de sintomas, preservação da funcionalida...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Hoffmann, Leonardo Bohner
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11072020-095217
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100141/tde-11072020-095217/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Aged
Cuidados paliativos
Cuidados paliativos na terminalidade da vida
Hospice care
Idosos
Meaning
Palliative care
Sentido
Descrição
Resumo:O crescente número de pessoas longevas vem acompanhado do aumento de doenças crônicas, debilitantes e progressivas, pois o avanço nos cuidados à saúde tem permitido maior tempo de convivência com estas doenças. Isso exige assistência especializada em controle de sintomas, preservação da funcionalidade e promoção da qualidade de vida, providos pelos cuidados paliativos, que visam cuidar da pessoa e assisti-la em sua integralidade, nos seus aspectos físico, emocional, espiritual, social e familiar. As doenças progressivas, incuráveis e ameaçadoras da vida ditas terminais demandam cuidados especiais porque significam a entrada do indivíduo em sua última etapa da vida, convidando-o a refletir existencialmente sobre o sentido da vida e o contato com a própria morte. A compreensão, avaliação e intervenção voltadas aos aspectos espirituais e existenciais, e em particular o sentido, mostram-se aquém do avanço biomédico no manejo de sintomas físicos. O principal objetivo deste trabalho foi identificar os sentidos descobertos para a vida por idosos na terminalidade. Para tanto realizou-se uma revisão integrativa e uma pesquisa empírica, cujos achados propiciaram a elaboração de dois artigos. A revisão de literatura se baseou na pergunta de pesquisa Quais os sentidos atribuídos à vida por idosos na terminalidade da vida?, selecionando-se sete artigos de 596 resultados de três bases de dados. Identificou-se como principais fontes de sentido: relacionamentos significativos, bondade/utilidade, espiritualidade/transcendência, e experiências pessoais significativas. Também, identificou-se estratégias para encontrar sentido: a religião e seus sistemas de crenças; deixar um legado; diálogo interno; senso de pertencimento. O segundo artigo, decorrente da pesquisa empírica, adotou a logoterapia de Viktor Frankl como fundamentação teórica e a Psicoterapia Centrada no Sentido como base para o método de coleta de dados, realizada por meio de 15 entrevistas semiestruturadas com cinco idosos diagnosticados com doença terminal, cujos discursos foram analisados pelo método fenomenológico de investigação em psicologia de Amedeo Giorgi. As principais fontes de sentido descobertas foram: família, altruísmo, religiosidade e Deus. Outras categorias de significado identificadas foram: sofrimentos na terminalidade, recursos de enfrentamento, atitude perante a morte, e doença e finitude como fonte de sentido. Percebeu-se importante semelhança de significado entre os sentidos encontrados na pesquisa teórica e empírica. Valoriza-se os relacionamentos significativos para os pacientes, enfatizando-se a importância da assistência à família, bem como maneiras de encontrar sentido no fim da vida em busca do sentimento de paz e aceitação em relação à própria morte.