Prevalência de adenovírus como agente causador de conjuntivite em clínica médica oftalmológica especializada nos anos de 2009 e 2010

O Adenovírus (AdV) é um dos agentes etiológicos mais frequente da conjuntivite; está associado a surtos e epidemias de conjuntivite com rápida disseminação, podendo também causar infecções em vias áreas superiores (IVAS), cistite, gastroenterite e quadros de infecção mais grave como pneumonia e mioc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rosado Filho, Euldes Nei
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/2339
Acceso en línea:http://locus.ufv.br/handle/123456789/2339
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Adenovírus
Conjuntivite
PCR
Adenovirus
Conjunctivitis
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL
Descripción
Sumario:O Adenovírus (AdV) é um dos agentes etiológicos mais frequente da conjuntivite; está associado a surtos e epidemias de conjuntivite com rápida disseminação, podendo também causar infecções em vias áreas superiores (IVAS), cistite, gastroenterite e quadros de infecção mais grave como pneumonia e miocardite. As conjuntivites virais manifestam-se como vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, secreção ocular aquosa, fotofobia, desconforto ocular e com frequência também com baixa visual decorrente de ceratite. Neste trabalho, procurou-se aferir a prevalência do Adenovírus como agente causador de conjuntivite em uma clínica oftalmológica localizada na cidade de Viçosa, Minas Gerais, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010. Caracterizaram-se sorotipos presentes em 11 amostras positivas, selecionadas aleatoriamente por meio de sequenciamento e genotipagem. Com objetivo de definir a frequência do Adenovírus como agente etiológico de conjuntivite foram coletadas amostras da secreção conjuntival de 91 pacientes. Após extração de DNA, as amostras foram submetidas à reação de PCR com primer específico para Adenovírus. Nas amostras em que havia o Adenovírus, houve amplificação de uma banda de 301 pb, correspondente a uma parte do gene da proteína estrutural II , do capsídeo Hexon, comum a vários Adenovírus. Com base nos achados de evolução e no exame oftalmológico com biomicroscopia de lâmpada de fenda seriada, houve suspeita de prevalência clínica de Adenovírus de 43,68%. A análise dos resultados do exame de PCR revelou prevalência de 36,3% de Adenovírus. Onze amostras PCR+ foram sequenciadas, revelando a presença dos sorotipos 8, 4, 7, 3, 34 e um do grupo D não tipado. A presença dos sorotipos 8, 4, 3 e 34 não foi surpreendente; entretanto, a do sorotipo 7 (grupo B) foi inesperada, pois há relatos associados a casos de infecção com evolução desfavorável e fatal, causada por variantes desse tipo, em decorrência de pneumonia e miocardite. A presença do Adenovírus na secreção conjuntival indentificada por PCR permite o diagnóstico preciso, podendo-se evitar uma antibioticoterapia desnecessária e cara, permitir medidas restritivas de contato e disseminação e alertar sobre a presença de sorotipos mais agressivos causadores de ceratoconjuntivite epidêmica, dentre outros agentes causadores de pneumonia, miocardite e gastroenterite.