Um museu de grandes novidades: capital fictício, fundo público e a economia política da catástrofe

Neste artigo afirma-se a urgência de superar o senso comum que interpreta fenômenos novos a partir de análises anacrônicas. Recupera-se a noção de capital fictício de Marx e afirma-se o seu papel predominante na dinâmica atual de acumulação de capital. Por meio da ficcionalização da riqueza, a rique...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Blank, Javier
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Revista Maracanan (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/31321
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/31321
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Capital Fictício
Fundo Público
Crise do Capital
Economia Política da Catástrofe
Fictitious Capital
Public Fund
Capital Crisis
Political Economy of Catastrophe
Descripción
Sumario:Neste artigo afirma-se a urgência de superar o senso comum que interpreta fenômenos novos a partir de análises anacrônicas. Recupera-se a noção de capital fictício de Marx e afirma-se o seu papel predominante na dinâmica atual de acumulação de capital. Por meio da ficcionalização da riqueza, a riqueza futura potencial antecipa-se como riqueza atual. Isso produz uma nova relação do presente com o futuro. Os efeitos catastróficos que essa lógica produzirá no futuro acabam se internalizando como base da própria produção da riqueza. A partir disso, formula-se a ideia de uma economia política da catástrofe. Considerando a participação da ficcionalização da riqueza na formação do fundo público, questiona-se a compreensão frequente que interpreta o fundo público como sendo exclusivamente formado por mais-valia previamente produzida e apropriada pelo Estado. Finalmente, extraem-se algumas considerações sobre o horizonte das lutas sociais a partir da compreensão dessas profundas novidades que apresenta atualmente o capitalismo, que é aqui considerado livremente um museu, que tenta ao mesmo tempo manter uma forma fixa e cada vez mais anacrônica.