Aneurisma de Aorta Abdominal - Aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença multifatorial, que ocorre quando há dilatação focal da aorta abdominal - mais de 50% do diâmetro normal - e é mais comum em homens acima de 65 anos de idade. Ademais, os principais fatores de risco associados são: idade avançada, sexo masculino, taba...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Ramos, Augusto César da Silva, Flores, Pablo Vinicius, Cruz, Artur Henrique Ribeiro, Solei, Matteo Guimarães de Castro, Resende, Maria Eduarda Evangelista, Araújo, Julia Figueiredo, de Andrade, Maria Júlia Vasconcelos Fernandes, Alvarenga, Helen Laurrane Rinaldi de Freitas, Medeiros Filho, Henrique Coelho, Noll, Amanda Lethicia Lana
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/59017
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/59017
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aneurisma
Aorta Abdominal
complicações
tratamento
Descripción
Sumario:O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença multifatorial, que ocorre quando há dilatação focal da aorta abdominal - mais de 50% do diâmetro normal - e é mais comum em homens acima de 65 anos de idade. Ademais, os principais fatores de risco associados são: idade avançada, sexo masculino, tabagismo, aterosclerose sistêmica, hipertensão arterial sistêmica (HAS), histórico familiar e existência de outros aneurismas. O mecanismo de desenvolvimento da doença envolve uma inflamação mediada por macrofágos e linfócitos T, causando o remodelamento da túnica média e adventícia da aorta. Na maioria dos casos, os pacientes são assintomáticos e geralmente diagnosticados incidentalmente. O exame físico pode detectar o aneurisma quando é grande, mas a ultrassonografia (US) abdominal é o exame padrão ouro para rastreio da doença. Outrossim, o rompimento do AAA é a complicação mais frequente e temida, representando uma emergência cirúrgica. O tratamento conservador é recomendado para aneurismas assintomáticos de diâmetro < 5,5 cm; por outro lado, tratamento cirúrgico é indicado em aneurismas maiores e pode envolver duas modalidades: o reparo aberto ou endovascular, sendo a segunda com menor mortalidade perioperatória e menor morte relacionada ao aneurisma em seis meses. As complicações mais frequentes se relacionam à lesão do vaso ao realizar o acesso vascular, posicionamento inadequado da endoprótese, síndrome pós-implante, migração, vazamento interno, oclusão ou infecção da endoprótese. É necessário conhecimento das diversas possibilidades de endopróteses para o sucesso da técnica cirúrgica e o tratamento deve ser realizado precocemente para evitar complicações, como o rompimento do aneurisma.