Trabalho e responsabilidades familiares: desigualdades entre homens e mulheres no uso do tempo
Esta tese investiga a divisão do tempo de trabalho doméstico não remunerado entre homens e mulheres e suas implicações quanto às desigualdades nas relações laborais. Tem por objetivo compreender e desvelar as estruturas que organizam e normatizam socialmente o modo diferenciado pelo qual se distribu...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.uepg.br:prefix/2942 |
| Acceso en línea: | http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2942 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS Uso do tempo Divisão sexual do trabalho Trabalho doméstico não remunerado Gênero Uso del tiempo División sexual del trabajo Trabajo doméstico no remunerados Género |
| Sumario: | Esta tese investiga a divisão do tempo de trabalho doméstico não remunerado entre homens e mulheres e suas implicações quanto às desigualdades nas relações laborais. Tem por objetivo compreender e desvelar as estruturas que organizam e normatizam socialmente o modo diferenciado pelo qual se distribui o tempo entre homens e mulheres na sociedade brasileira e em que medida essa distribuição contribui para a manutenção de um nível permanente de desigualdade em relação às condições de acesso e permanência no mercado de trabalho. Trata-se de pesquisa interdisciplinar, qualitativa e de caráter aplicada, mediante a análise de dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua disponíveis para os anos de 2016, 2017 e 2018 em relação à dedicação, por sexo, à realização de afazeres domésticos e trabalho de cuidados e ao trabalho remunerado, que serão posteriormente relacionados com outros indicadores disponíveis: rendimento, condição na ocupação, condição no domicílio, raça e escolaridade. Como resultado, os dados confirmam que o uso do tempo é fator essencial na articulação entre trabalho e família, afirmando a persistência de padrões tradicionais de divisão sexual do trabalho. Como conclusão, demonstra-se que a sobrecarga de trabalho produzida pela atribuição desigual das atividades domésticas às mulheres, reforçada pelas representações sociais de gênero, influi diretamente nas condições de inserção e permanência da mulher no mercado de trabalho, constituindo a base material de um conjunto de desigualdades que resistem em desaparecer. |
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