Briozoofauna associada às esponjas em ambientes recifais (Pernambuco, Brasil)

Briozoários são organismos sésseis e coloniais, que dependem de uma superfície firme para assentamento larval e crescimento da colônia. Entre os diferentes substratos disponíveis para briozoários, as esponjas podem oferecer uma superfície favorável, trazendo muitas vantagens como a presença de compo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: CAVALCANTI, Thaynã Ewerlin Ribeiro
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17960
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17960
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Palabra clave:Porifera
Bryozoa
Biologia marinha
Bentos
Marine biology
Benthos
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description Briozoários são organismos sésseis e coloniais, que dependem de uma superfície firme para assentamento larval e crescimento da colônia. Entre os diferentes substratos disponíveis para briozoários, as esponjas podem oferecer uma superfície favorável, trazendo muitas vantagens como a presença de compostos químicos que inibem a predação. Este estudo verificou a presença de briozoários em seis espécies de esponjas, com finalidade de avaliar a abundância e riqueza desses briozoários em diferentes esponjas. Três espécimes das esponjas, Amphimedon compressa Duchassaing & Michelotti, 1864, Amphimedon viridis Duchassaing & Michelotti, 1864, Desmapsamma anchorata (Carter, 1882), Dysidea etheria de Laubenfels, 1936, Haliclona implexiformis (Hechtel, 1965) e Tedania ignis (Duchassaing & Michelotti, 1864) foram coletadas mensalmente entre setembro de 2014 e fevereiro de 2016, em Pontas de Pedra, Pernambuco, Brasil. Os briozoários encontrados foram identificados até o menor nível taxonômico possível e quantificados. Um total de 324 espécimes de esponjas foi analisado, no qual destas 88 apresentavam briozoários em sua superfície (27%). Onze espécies de briozoários pertencentes à Classe Gymnolaemata foram encontrados nas esponjas, sendo quatro pertencentes à Ordem Ctenostomata, Amathia distans Busk, 1886, Amathia verticillata (delle Chiaje, 1822), Amathia vidovici Heller,1867 e Nolella stipata Gosse, 1855, sete da Ordem Cheilostomata, Beania klugei Cook, 1968, Catenicella uberrima (Harmer, 1957), Caulibugula dendograpta (Waters, 1913), Licornia sp., Savignyella lafontii (Audoin, 1826), Synnotum aegyptiacum Canu & Bassler, 1928 e Thalamoporella floridana Osburn, 1940. Briozoários foram abundantes nas esponjas Te. ignis e De. anchorata e pouco frequentes em Ap. compressa e Ap. viridis. Desmapsamma anchorata e Te. ignis apresentaram a maior riqueza de espécies (nove espécies em cada esponja), seguida por Dy. etheria (sete espécies). Uma baixa riqueza de espécies foi observada em Ap. compressa, com apenas três espécies de briozoários, Ap. viridis com quatro espécies, e H. implexiformis com cinco espécies. Apenas o briozoário N. stipata foi encontrado em todas as espécies de esponjas, enquanto que At. distans e At. vidovici não foram encontradas apenas em Ap. compressa. Uma maior riqueza e abundancia de briozoários foram encontradas em De. anchorata e Te. ignis, que apresentam superfície lisa e aveludada, e lisa e vilosa, respectivamente. Por outro lado, superfície lisa também é característica das espécies Ap. compressa e Ap. viridis, que apresentaram a menor frequência e diversidade de briozoários. Adicionalmente, as esponjas De. anchorata e Dy. etheria que apresentam superfície lisa e conulosa, respectivamente, compartilharam grande parte das espécies encontradas. A presença de metabólitos secundários nas esponjas do gênero Amphimedon que apresentam toxicidade já descrita na literatura, pode ter influenciado na ocorrência dos briozoários. Enquanto que as esponjas Te. Ignis, De. anchorata e Dy. Etheria, que apresentaram uma grande abundância de briozoários, podem ter provido um microhabitat adequado para os briozoários da região. O padrão temporal de ocorrência dos briozoários nas esponjas durante os 18 meses de coleta foi aleatório. O presente trabalho permite identificar alguns padrões da ocorrência dos briozoários, relacionado a composição química das esponjas e sua posição no substrato.
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spelling Briozoofauna associada às esponjas em ambientes recifais (Pernambuco, Brasil)PoriferaBryozoaBiologia marinhaBentosPoriferaMarine biologyBenthosBriozoários são organismos sésseis e coloniais, que dependem de uma superfície firme para assentamento larval e crescimento da colônia. Entre os diferentes substratos disponíveis para briozoários, as esponjas podem oferecer uma superfície favorável, trazendo muitas vantagens como a presença de compostos químicos que inibem a predação. Este estudo verificou a presença de briozoários em seis espécies de esponjas, com finalidade de avaliar a abundância e riqueza desses briozoários em diferentes esponjas. Três espécimes das esponjas, Amphimedon compressa Duchassaing & Michelotti, 1864, Amphimedon viridis Duchassaing & Michelotti, 1864, Desmapsamma anchorata (Carter, 1882), Dysidea etheria de Laubenfels, 1936, Haliclona implexiformis (Hechtel, 1965) e Tedania ignis (Duchassaing & Michelotti, 1864) foram coletadas mensalmente entre setembro de 2014 e fevereiro de 2016, em Pontas de Pedra, Pernambuco, Brasil. Os briozoários encontrados foram identificados até o menor nível taxonômico possível e quantificados. Um total de 324 espécimes de esponjas foi analisado, no qual destas 88 apresentavam briozoários em sua superfície (27%). Onze espécies de briozoários pertencentes à Classe Gymnolaemata foram encontrados nas esponjas, sendo quatro pertencentes à Ordem Ctenostomata, Amathia distans Busk, 1886, Amathia verticillata (delle Chiaje, 1822), Amathia vidovici Heller,1867 e Nolella stipata Gosse, 1855, sete da Ordem Cheilostomata, Beania klugei Cook, 1968, Catenicella uberrima (Harmer, 1957), Caulibugula dendograpta (Waters, 1913), Licornia sp., Savignyella lafontii (Audoin, 1826), Synnotum aegyptiacum Canu & Bassler, 1928 e Thalamoporella floridana Osburn, 1940. Briozoários foram abundantes nas esponjas Te. ignis e De. anchorata e pouco frequentes em Ap. compressa e Ap. viridis. Desmapsamma anchorata e Te. ignis apresentaram a maior riqueza de espécies (nove espécies em cada esponja), seguida por Dy. etheria (sete espécies). Uma baixa riqueza de espécies foi observada em Ap. compressa, com apenas três espécies de briozoários, Ap. viridis com quatro espécies, e H. implexiformis com cinco espécies. Apenas o briozoário N. stipata foi encontrado em todas as espécies de esponjas, enquanto que At. distans e At. vidovici não foram encontradas apenas em Ap. compressa. Uma maior riqueza e abundancia de briozoários foram encontradas em De. anchorata e Te. ignis, que apresentam superfície lisa e aveludada, e lisa e vilosa, respectivamente. Por outro lado, superfície lisa também é característica das espécies Ap. compressa e Ap. viridis, que apresentaram a menor frequência e diversidade de briozoários. Adicionalmente, as esponjas De. anchorata e Dy. etheria que apresentam superfície lisa e conulosa, respectivamente, compartilharam grande parte das espécies encontradas. A presença de metabólitos secundários nas esponjas do gênero Amphimedon que apresentam toxicidade já descrita na literatura, pode ter influenciado na ocorrência dos briozoários. Enquanto que as esponjas Te. Ignis, De. anchorata e Dy. Etheria, que apresentaram uma grande abundância de briozoários, podem ter provido um microhabitat adequado para os briozoários da região. O padrão temporal de ocorrência dos briozoários nas esponjas durante os 18 meses de coleta foi aleatório. O presente trabalho permite identificar alguns padrões da ocorrência dos briozoários, relacionado a composição química das esponjas e sua posição no substrato.Bryozoans comprise sessile, colonial organisms that require a hard surface for settlement and growth. Among different substrata for bryozoans, sponges may provide suitable substrata, with advantages such as presence of compounds against predators. This study analyses the bryozoan community on six sponges species throughout 18 months, to evaluate the presence of bryozoans on its surface. Three specimens of each sponges, Amphimedon compressa Duchassaing & Michelotti, 1864, Amphimedon viridis Duchassaing & Michelotti, 1864, Desmapsamma anchorata (Carter, 1882), Dysidea etheria de Laubenfels, 1936, Haliclona implexiformis (Hechtel, 1965) and Tedania ignis (Duchassaing & Michelotti, 1864), were taken monthly betweem September 2014 to February 2016, in Pontas de Pedra, Pernambuco State, Brazil. Bryozoans were identified to the lowest taxonomic level, and quantified. Total of 324 specimens of sponges were analysed, 88 from those were found bryozoans on its surface (27%). Eleven gymnolaemate bryozoans were found on sponges being four of the Order Ctenostomata, Amathia distans Busk, 1886, Amathia verticillata (delle Chiaje, 1822), Amathia vidovici Heller,1867 and Nolella stipata Gosse, 1855, and seven species Cheilostomata, Beania klugei Cook, 1968, Catenicella uberrima (Harmer, 1957), Caulibugula dendograpta (Waters, 1913), Licornia sp., Savignyella lafontii (Audoin, 1826), Synnotum aegyptiacum Canu & Bassler, 1928 and Thalamoporella floridana Osburn, 1940. Bryozoans were considered abundant on the sponges Te. ignis and De. anchorata, but few frequents on Ap. compressa and Ap. viridis. On De. anchorata and Te. ignis were found the highest bryozoan richness (9 species of bryozoan per sponge species), followed by Dy. etheria (7 bryozoan species). A low species richness was observed in Ap. compressa, Ap. viridis and H. implexiformis with respectively three, four and five species of bryozoans on their surface. Only N. stipata was found on the six sponge species, while At. distans and At. vidovici were not found only on Ap. compressa. Higher richness and abundance of bryozoans were found in De. anchorata and Te. ignis, with smooth and velvety surface, smooth and villous surface, respectively. Smooth surface is also characteristic of Ap. compressa and Ap. viridis, with the lowest frequency and diversity of bryozoans. Additionally, on sponges De. anchorata and Dy. etheria, with smooth and conulose surface respectively, were shared the majority of bryozoan species. We suggest the presence of secondary metabolites may have interfered the bryozoans on sponges of Amphimedon genus. Sponges Te. ignis, De. anchorata and Dy. etheria, have an abundance of bryozoans; thus, we suggest these sponges may allow a suitable substratum for the bryozoans. The temporal variation of bryozoans on sponges was random. In present work some patterns of occurrence of bryozoans are presented, with relation to the chemical composition and position of sponge.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalPINHEIRO, Ulisses dos SantosVIEIRA, Leandro Manzonihttp://lattes.cnpq.br/9824168046579364http://lattes.cnpq.br/95583081216324412016-10-07T14:36:45Z2016-10-07T14:36:45Z2016-07-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17960ark:/64986/001300000rvszporAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECAVALCANTI, Thaynã Ewerlin Ribeiro2019-10-25T12:53:56Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/17960Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T12:53:56Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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