Primazia, querela, significante e objeto a: um percurso na psicanálise sobre o falo

A temática desta dissertação versa sobre a noção de falo na psicanálise, tendo em vista que construções a seu respeito ao longo da história psicanalítica não são unânimes e lineares. Sendo um conceito fundamental presente na obra freudiana no que se refere à hipótese da primazia fálica na estruturaç...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Bonfim, Flavia Gaze
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/14688
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14688
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Phallus
Sexualité
Signifiant
Objet a
Pas-tout phallique
Falo
Sexualidade
Significante
Objeto a
Não-todo fálico
Pênis
Psicanálise
Freud, Sigmund, 1856- 1939
Lacan, Jacques, 1901-1981
Sexo (Psicologia)
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::TRATAMENTO E PREVENCAO PSICOLOGICA
Descrição
Resumo:A temática desta dissertação versa sobre a noção de falo na psicanálise, tendo em vista que construções a seu respeito ao longo da história psicanalítica não são unânimes e lineares. Sendo um conceito fundamental presente na obra freudiana no que se refere à hipótese da primazia fálica na estruturação sexual de ambos os sexos, não podemos afirmar que semelhante valor lhe foi atribuído pelos pós-freudianos Melanie Klein, Ernest Jones, Hélène Deutsch e Karen Horney. Tais psicanalistas promoveram o deslocamento da referência fálica na teoria freudiana, dando inicio ao que Lacan denominou de querela do falo . Por eles, o falo foi equiparado ao pênis, evocado em sua dimensão real e/ou imaginária e, com isso, descaracterizado em seu valor simbólico aspecto mais relevante. Com Lacan, o falo passa a ser esclarecido em sua função, ou seja, o falo é um significante e todo desejo, seja do homem ou da mulher, possui referência fálica. Entretanto, assistimos, ao longo do ensino lacaniano, deslocamentos e nuances nas elaborações a respeito do falo, entre os quais podemos citar: a articulação com o objeto a, seguido de sua identificação ao semblante e culminando na lógica do todo e não-todo fálico. Constata-se, contudo, que estas formulações não são pensamentos contraditórios ou descontínuos, mas apresentam intrínseca relação com o desenvolvimento das construções a respeito do real, que não revoga as contribuições anteriores, mas que redimensiona o aparato teórico-clínico de Lacan