Paracoccidioidomicose em transplantados renais
Introdução: Apesar da grande quantidade de transplantados renais expostos a regiões endêmicas de paracoccidioidomicose (PCM), poucos casos foram descritos nesta população. O presente estudo teve como objetivo ampliar esta casuística e revisar a literatura sobre o assunto. Métodos: Foram incluídos, r...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/204094 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/204094 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Paracoccidioidomicose Transplante renal Imunossupressão Paracoccidioidomycosis Kidney transplant recipients Immunosuppression |
| Sumario: | Introdução: Apesar da grande quantidade de transplantados renais expostos a regiões endêmicas de paracoccidioidomicose (PCM), poucos casos foram descritos nesta população. O presente estudo teve como objetivo ampliar esta casuística e revisar a literatura sobre o assunto. Métodos: Foram incluídos, retrospectivamente, os transplantados renais com diagnóstico de PCM atendidos por um centro brasileiro, no período entre 2013 e 2020. Foi realizada busca sistemática de casos de PCM em transplantados renais na literatura. Resultados e discussão: Foram identificados cinco casos em nosso centro e 12 na literatura. Dentre os 17 casos, 64,3% eram do sexo masculino, com faixa etária média de 50 anos. Todos os indivíduos apresentaram exposição epidemiológica relevante. Metade dos doadores eram falecidos. O tempo mediano entre o transplante renal (TxR) e o diagnóstico da PCM foi de 40 meses, variando entre 3 dias e 168 meses. O esquema de manutenção da imunossupressão mais prevalente ao diagnóstico foi tacrolimo/micofenolato/prednisona (41,7%). Febre e perda ponderal ocorreram, respectivamente, em 56,3% e 75,0% dos casos. A forma clínica identificada assemelhou-se mais com a forma crônica da PCM. Contudo, o quadro respiratório esteve mais presente, houve maior acometimento de trato gastrointestinal, e o acometimento de gânglios e mucosas aerodigestivas superiores foi menos frequente. Dentre os exames diagnósticos, destacaram-se o histopatológico e o micológico direto. A pesquisa de anticorpos revelou-se positiva em apenas 26,7% dos pacientes. O padrão de imagem pulmonar mais característico foram lesões nodulares em ambos os pulmões, algumas escavadas. A terapia com sulfametoxazol/trimetoprim induziu maior proporção de efeitos adversos e falhas terapêuticas. A profilaxia pós-TxR com sulfametoxazol/trimetoprim não foi capaz de prevenir a ativação da PCM em 42,9% dos pacientes. A mortalidade geral e específica da PCM foi elevada, alcançando 35,3% e 23,5%, respectivamente. Estudos multicêntricos devem ser realizados na busca de maior número de casos de PCM em transplantados renais. |
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