Orações condicionais correlativas no português
Este trabalho tem como tema o estudo das construções condicionais correlativas hipotéticas cuja estrutura é “se p, então q” ou “se p, aí q”. A análise se baseia nos paradigmas funcionalistas propostos, principalmente, por Butler (2003), Neves (2012), Hirata (1999), Oliveira e Hirata-Vale (2011) por...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFMS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufms.br:123456789/2709 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2709 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Construções Condicionais Linguística Sintaxe Condicionalidade Semântica Língua Portuguesa Pragmática Linguística Linguística Cognitiva Sociolinguística |
| Sumario: | Este trabalho tem como tema o estudo das construções condicionais correlativas hipotéticas cuja estrutura é “se p, então q” ou “se p, aí q”. A análise se baseia nos paradigmas funcionalistas propostos, principalmente, por Butler (2003), Neves (2012), Hirata (1999), Oliveira e Hirata-Vale (2011) por meio dos quais a linguagem é observada considerando-se o seu uso em contextos efetivos de comunicação. O objetivo geral da pesquisa é descrever a manifestação das construções condicionais correlativas hipotéticas das estruturas “Se p então q” e “Se p aí q” no português falado e escrito utilizados entre os séculos XX e XXI. Como objetivos específicos, esperamos mostrar que no uso da língua os falantes têm à disposição uma gama de possibilidades para a expressão da condicionalidade; que há determinados fatores sintáticos e semânticos que motivam a interpretação condicional de algumas construções; que a escolha de uma dada construção está vinculada a questões pragmático-discursivas; que cada escolha codifica determinada função aos termos dessas orações. Diante de tal propósito, utilizaremos como parâmetros para especificar nosso objeto os domínios cognitivos; os graus de hipoteticidade; formas verbais da oração núcleo; formas verbais da oração condicional; e a ordem nas construções condicionais. Por meio de nossas análises, podemos obter uma caracterização desse tipo de construção no português, abrangendo tanto a modalidade falada quanto a modalidade escrita da língua. Além disso, espera-se que possamos contribuir de modo efetivo para os estudos sobre a linguagem, apresentando a real complexidade da língua e do seu uso. Nossas análises evidenciam que as construções condicionais correlativas hipotéticas manifestam sentidos diferentes e específicos em determinados contextos, portanto, não podem ser consideradas como equivalentes às condicionais tidas como canônicas, uma vez que as condicionais correlativas hipotéticas manifestam sentido e estrutura diferentes daqueles que são manifestos pela condicional canônica. Foi possível perceber que essas estruturas correlativas manifestam um valor bicondicional, o qual não está necessariamente presente no sentido das condicionais canônicas, além do sentido, o comportamento das condicionais correlativas hipotéticas é distinto daquele que se observa nas demais condicionais quando considerada a ordenação das orações. Por meio dessa pesquisa evidenciou-se que as condicionais correlativas hipotéticas devem ser consideradas como um outro tipo de condicional, o qual apresenta estrutura e sentido mais específico, uma vez que nessas condicionais a relação entre a prótase e a apódose é mais estreita. |
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