Inércia Institucional: o corporativismo em Vargas e suas heranças na transição democrática brasileira

Neste trabalho analisamos historicamente a institucionalização dos conflitos de classe no Brasil por meio da prática corporativista. Sustentamos que as características do fenômeno, adotado no Brasil a partir dos anos 1930, moldou a cultura sindical do país, influenciando os sucessivos processos de c...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Lucas Nascimento Ferraz
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Repositorio:Revista Brasileira de História & Ciências Sociais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.furg.br:article/10764
Acceso en línea:https://periodicos.furg.br/rbhcs/article/view/10764
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Corporativismo
Inércia Institucional
Conflito de classes
Descripción
Sumario:Neste trabalho analisamos historicamente a institucionalização dos conflitos de classe no Brasil por meio da prática corporativista. Sustentamos que as características do fenômeno, adotado no Brasil a partir dos anos 1930, moldou a cultura sindical do país, influenciando os sucessivos processos de centralização e descentralização do Estado brasileiro, em movimentos de fortalecimento e contestação da herança corporativista. Concluímos que apesar do corporativismo estabelecer um flagrante antagonismo com as bases ideológicas do “novo sindicalismo” emergente nos anos 1980, suas características persistiram por conta de um processo de inércia institucional: os incentivos para a manutenção da prática corporativista, sobretudo por meio do imposto sindical, atende aos interesses do Estado e também da elite sindical.