[pt] A ENERGIA DOS VIZINHOS: UMA ANÁLISE DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA NA NACIONALIZAÇÃO DO GÁS BOLIVIANO E NAS ALTERAÇÕES DO TRATADO DE ITAIPU

[pt] Esta dissertação analisa a política externa do Governo Luiz Inácio Lula da Silva para a América do Sul e o processo decisório de seu gabinete nas relações exteriores em dois casos em que o governo brasileiro decidiu negociar a alteração de acordos na área de energia: a nacionalização do gás da...

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Detalhes bibliográficos
Autor: GUILHERME RIOS CARDOSO
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:17837
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=17837&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=17837&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.17837
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:[pt] POLITICA EXTERNA BRASILEIRA
[pt] GASODUTO BRASIL-BOLIVIA
[pt] BOLIVIA
[pt] RELACAO INTERNACIONAL
[en] BRAZILIAN FOREIGN POLICY
[en] BRASIL-BOLIVIA GAS
[en] BOLIVIA
[en] INTERNATIONAL RELATION
Descrição
Resumo:[pt] Esta dissertação analisa a política externa do Governo Luiz Inácio Lula da Silva para a América do Sul e o processo decisório de seu gabinete nas relações exteriores em dois casos em que o governo brasileiro decidiu negociar a alteração de acordos na área de energia: a nacionalização do gás da Bolívia, em 2006, e a demanda do Paraguai para modificar o Tratado da Usina Binacional de Itaipu, em 2008 e 2009. O objetivo é contribuir para a discussão sobre a participação de atores domésticos no processo de formulação da política externa brasileira. A Presidência, o Ministério das Relações Exteriores e outros agentes estatais, como o Ministério de Minas e Energia, Petrobras, Eletrobras, Casa Civil e Ministério da Fazenda, participaram diretamente do processo decisório, que também sofreu influência de agentes sociais, como a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O Brasil arcou com os custos de seu papel de líder regional, que foi assumido com mais clareza neste governo. A nacionalização do gás boliviano e as demandas do Paraguai para alterar o Tratado de Itaipu, apesar das suas consequências econômicas, tiveram uma conotação política, pelas dificuldades domésticas que os presidentes Evo Morales e Fernando Lugo enfrentavam quando decidiram pressionar o Brasil. As negociações bem sucedidas para seus gabinetes se tornaram uma forma de garantir a estabilidade política interna e, consequentemente, na região.