Modelagem de nicho ecológico e conservação de aves ao longo de um gradiente altitudinal: impactos das mudanças climáticas futuras

A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais biodiversos do mundo e, apesar de ser uma prioridade para a conservação, restam apenas cerca de 28% de sua cobertura original, principalmente em fragmentos isolados. No entanto, ainda existem grandes blocos de vegetação, especialmente nas regiões montanhos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: CABRAL, Giovana David
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFEI (RIUNIFEI)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifei.edu.br:123456789/4264
Acceso en línea:https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/4264
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA SANITÁRIA::RECURSOS HÍDRICOS
Biogeografia
Mata atlântica
Aves montanas
Mudanças climáticas
Descripción
Sumario:A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais biodiversos do mundo e, apesar de ser uma prioridade para a conservação, restam apenas cerca de 28% de sua cobertura original, principalmente em fragmentos isolados. No entanto, ainda existem grandes blocos de vegetação, especialmente nas regiões montanhosas do sul e sudeste do Brasil. Em uma escala global, as montanhas abrigam um terço da biodiversidade terrestre, mas ao mesmo tempo são extremamente vulneráveis às mudanças climáticas, que afetam de forma acentuada as aves montanas devido à sua alta especialização em relação ao habitat. Este estudo tem como objetivo mapear a adequabilidade de habitat de quatorze espécies de aves endêmicas das regiões de altitude elevada da Mata Atlântica Sul-Sudeste, analisando as variações de adequabilidade entre o cenário atual e os cenários futuros de mudanças climáticas, com base no cenário SSP3-7.0 para o período de 2081-2100. Além disso, avalia a efetividade das Áreas de Proteção Integral (APIs) na conservação dessas espécies. Para tanto, foram selecionados quatorze táxons de aves endêmicas da Mata Atlântica, e, utilizando variáveis bioclimáticas e preditores topográficos, foram modelados seus nichos ecológicos com os algoritmos Maxent e Random Forest no RStudio. A precisão dos modelos foi avaliada com os índices AUC (Area Under the ROC Curve) e TSS (True Skill Statistic), gerando modelos consensuais para cada espécie. Mapas de adequabilidade ambiental foram elaborados no QGIS para quantificar áreas de habitat apropriado. A efetividade das APIs foi analisada a partir da variação na área protegida ocupada pelas espécies e pela identificação de lacunas de conservação. Os resultados indicam uma significativa redução de habitat para nove das quatorze espécies analisadas, com uma perda média de 46,28%. Quanto à efetividade das APIs, a análise revelou que a maioria dos táxons apresentará redução de adequabilidade dentro das Unidades de Conservação, sendo classificada como “Parcialmente Protegida” nos cenários atual e futuro. Esses resultados ressaltam a importância de estratégias de gestão adaptativas e a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à ampliação e aprimoramento das APIs, visando mitigar os impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade das aves montanas da Mata Atlântica Sul-Sudeste e garantir sua persistência no longo prazo.