Cobertura e regeneração vegetal como preditores do processo de desertificação na caatinga

A Caatinga é uma das mais diversas florestas secas do planeta. Metade de sua cobertura original está degradada e atualmente é identificada como uma das principais áreas do processo de desertificação. O processo de regeneração natural depende das condições climáticas, edáficas e dos estratos adultos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Stefanny Martins de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/4112
Acceso en línea:http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4112
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Clima semiárido
Cobertura vegetal
Perturbação antrópica crônica
Florestas secas
Chronic Anthropic Disturbance
Vegetation cover
Dry forests
Semiarid climate
CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
Descripción
Sumario:A Caatinga é uma das mais diversas florestas secas do planeta. Metade de sua cobertura original está degradada e atualmente é identificada como uma das principais áreas do processo de desertificação. O processo de regeneração natural depende das condições climáticas, edáficas e dos estratos adultos presentes em uma área. Apesar de importante, esse processo é pouco conhecido na Caatinga. Nosso objetivo é analisar os estratos de regeneração e os indicadores de desertificação sob diferentes níveis de cobertura vegetal na região semiárida brasileira. Nosso estudo foi realizado na região mais seca do Brasil. Classificamos nossas áreas estudadas em Área I (menos cobertura vegetal) e Área II (maior cobertura). Seis parcelas de 50 x 20 m foram delimitadas para amostragem dos estratos adultos, regenerativos e do solo em cada área. Nossos resultados mostram interações entre características do solo e estratos adulto e regenerativo. A Área II apresentou maior diversidade e maior número de espécies exclusivas; em contraste, na Área I, observou-se a dominância de espécies mais resistentes a condições limitantes, como Aspidosperma pyrifolium Mart. & Zucc. O conteúdo de C e N no solo indicou correlação positiva e significativa com a diversidade dos estratos regenerativos. Os dados revelaram que a área com menor cobertura vegetal, riqueza e diversidade apresentava indícios do processo de desertificação.