A recepção da dialética do reconhecimento de Hegel por Axel Honneth e os seus aportes para uma teoria da justiça
O presente trabalho tem por objetivo revisitar a teoria do reconhecimento e averiguar a possibilidade de se construir uma Teoria da Justiça a partir desta tradição. Para isso, revisitará os textos da juventude de G. W. F. Hegel, principalmente O Sistema da Vida Ética, em que pode ser encontrada a de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/10738 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10738 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Reconhecimento Dialética Intersubjetividade Justiça Hegel Honneth Recognition Dialectics Intersubjectivity Justice CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Sumario: | O presente trabalho tem por objetivo revisitar a teoria do reconhecimento e averiguar a possibilidade de se construir uma Teoria da Justiça a partir desta tradição. Para isso, revisitará os textos da juventude de G. W. F. Hegel, principalmente O Sistema da Vida Ética, em que pode ser encontrada a defesa de um reconhecimento pautado em trocas intersubjetivas mais orgânicas nas esferas da família, sociedade civil e Estado. Após isso, analisará a virada que a dialética do reconhecimento de Hegel toma após a inserção de um conceito monológico de Espírito na Fenomenologia do Espírito e na Filosofia do Direito. Axel Honneth recuperará essa tradição dos primeiros escritos de Hegel e engendrará uma inflexão empírica a partir de G. H. Mead para a teoria em Luta por reconhecimento. Com isso Honneth conseguirá descrever a construção da identidade como fruto de trocas intersubjetivas e entender a gramática das lutas sociais como uma luta por reconhecimento. Ao final, a possibilidade de uma Teoria da Justiça a partir da recepção da dialética do reconhecimento de Hegel é investigada nas obras Sofrimento de indeterminação e, secundariamente, em O Direito da Liberdade. Na primeira obra fica mais explícita a defesa de um primado da intersubjetividade como profilaxia para as formas insuficientes de liberdade, formas essas que são carentes de determinação por não possuírem a dinâmica das trocas intersubjetivas que a eticidade pode oferecer. Já na segunda, embora de forma mais implícita, a defesa de um ideal de liberdade social também passa por um reconhecimento dessa nas várias instituições da liberdade. A pesquisa é bibliográfica, baseada em literatura primária dos dois principais autores trabalhados, mas também em artigos e livros de comentadores como L. Siep, V, Hösle, J. Habermas, C. Menke, R. Forst, dentre outros. Na tentativa de tecer relações entre os textos, tenciona as fraquezas e possibilidades da recepção da dialética do reconhecimento de Hegel por Honneth para uma análise da formação da subjetividade, das lutas sociais e de uma ideia de justiça. |
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