Hábito de frutificação, fenologia, adaptabilidade e estabilidade de pereiras para regiões subtropicais

Nos últimos anos, o cultivo da pereira (Pyrus sp.) no Brasil teve pouca expansão, o que ocasionou o fato da pera ser a segunda fruta mais importada pelo mercado brasileiro. A principal região produtora é a região Sul do país, porém, já existe cultivares adaptadas às regiões de clima subtropical, com...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Barbosa, Caio Morais de Alcântara
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/12248
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/12248
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fitotecnia
Pêra – Produtividade agrícola
Pêra – Adaptação
Pear – Agricultural productivity
Pear – Adaptation
Descripción
Sumario:Nos últimos anos, o cultivo da pereira (Pyrus sp.) no Brasil teve pouca expansão, o que ocasionou o fato da pera ser a segunda fruta mais importada pelo mercado brasileiro. A principal região produtora é a região Sul do país, porém, já existe cultivares adaptadas às regiões de clima subtropical, como os estados de São Paulo e Minas Gerais. A produção de peras em regiões de clima subtropical e tropical ainda encontra problemas para seu estabelecimento, necessitando estudos sobre a variação climática e sua relação com outros fatores intrínsecos das diferentes cultivares. O trabalho foi realizado na cidade de Lavras, Sul do estado de Minas Gerais e objetivou-se quantificar o hábito de frutificação, determinando qual tipo de estrutura tem correlação com altos níveis de produtividade, e estudar os estádios fenológicos de seis cultivares de pereira (‘Shinseiki’, Packham’s Triumph’, ‘Cascatense’, ‘Primorosa’, ‘Seleta’ e ‘Tenra’), com o intuito de estabelecer estratégias para a poda das pereiras em regiões subtropicais, além do estudo da adaptabilidade estabilidade reprodutiva das cultivares. Para o hábito de frutificação foram avaliadas as variáveis: porcentagem de dardos, lamburdas, brindilas floríferas, brindilas vegetativas, e bolsas; número de gemas potencialmente floríferas; e produção por planta. No estudo fenológico, estudou-se a duração das fases fenológicas em dias e o acúmulo de unidade de calor (GDD) para os principais eventos fenológicos, em dois tipos de estruturas (lamburdas e brindilas floríferas). Também foi estudada a adaptabilidade e estabilidade das cultivares. Todas as avaliações foram realizadas em dois ciclos produtivos consecutivos. Concluiu-se que as cultivares apresentaram diferentes hábitos de frutificação, ao considerar os dois ciclos produtivos. As porcentagens de lamburdas e bolsas estão diretamente relacionadas à maior produção, ocorrendo uma relação inversa entre a porcentagem de dardos e de lamburdas. A poda de cada cultivar deve ser direcionada a preservar estruturas relacionadas com maiores níveis de produção. Em relação ao estudo fenológico, não houve diferença na duração total em dias do ciclo fenológico das cultivares. Houve diferença no início da floração entre as cultivares, de um ano para o outro, devido às condições climáticas e as épocas de realização de poda. O acúmulo de graus dia desenvolvimento (GDD) demonstrou variação entre os anos, no intervalo da poda ao início da brotação, no entanto não houve variação no intervalo da poda até a colheita. ‘Seleta’ e ‘Shinseiki’ são as cultivares que apresentam maior adaptabilidade e estabilidade reprodutiva para regiões subtropicais.