Entre a santidade e a histeria : os processos de escrita de Teresa d’Ávila
Resumo: Teresa D’Ávila (1515-1582) relata de modo intrigante sua relação com as letras: ao mesmo tempo em que a pena é pesada e rouba-lhe o tempo que poderia empregar no Mosteiro de São José, que acabara de reformar, também é leve, sendo via de oração e encontro com o Amado, Deus1. A dicotomia exist...
| Author: | |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2021 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) |
| Repository: | Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1373318 |
| Online Access: | https://hdl.handle.net/20.500.12733/14979 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Teresa, de Ávila, Santa, 1515-1582 - Crítica e interpretação Mulheres e literatura Mística Teresa, of Avila, Saint, 1515-1582 - Criticism and interpretation Women and literature Mystical union Poesia-de-si |
| Summary: | Resumo: Teresa D’Ávila (1515-1582) relata de modo intrigante sua relação com as letras: ao mesmo tempo em que a pena é pesada e rouba-lhe o tempo que poderia empregar no Mosteiro de São José, que acabara de reformar, também é leve, sendo via de oração e encontro com o Amado, Deus1. A dicotomia existente no ofício das letras é reflexo de um conflito que ultrapassava os desejos e vontades de Teresa e provava sua obediência às autoridades. Padres, confessores, teólogos e filósofos - em sua grande maioria, homens - vasculharam o pensamento da carmelita ainda em vida, na tentativa de examinar cada detalhe de sua experiência mística, em busca de referências demoníacas. A escrita poética, que antes era prazer, tornou-se medo sob o duro olhar da Inquisição espanhola (1478), estampado nos escritos em prosa que a monja foi obrigada a escrever. Não mais a partir da visão masculina e inquisitória da época, mas à luz das discussões contemporâneas sobre literatura feita por mulheres, seriam os processos de escrita de uma mulher do século XVI mística ou histeria? |
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