Avaliação das alterações degenerativas da coluna cervical em jogadores de rúgbi brasileiros
Introdução: O rúgbi é um esporte de colisão com risco de lesões cervicais traumáticas leves ou catastróficas, além de degeneração cervical precoce. A partir destas lesões podem ocorrer alterações neurológicas como stingers, tetraparesia transitória, radiculopatias e até lesões medulares. Desequilíbr...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/67020 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67020 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Alinhamento cervical Coluna cervical Rugby Cervicalgia Artrose vertebral |
| Sumario: | Introdução: O rúgbi é um esporte de colisão com risco de lesões cervicais traumáticas leves ou catastróficas, além de degeneração cervical precoce. A partir destas lesões podem ocorrer alterações neurológicas como stingers, tetraparesia transitória, radiculopatias e até lesões medulares. Desequilíbrios do alinhamento sagital podem estar associados a lesões catastróficas, sendo possível relacionar desalinhamento sagital com piora na qualidade de vida e com o aumento de incidência de degeneração. Objetivo: Avaliar, por meio de radiografias da coluna cervical de atletas profissionais de rúgbi, a presença de alterações degenerativas e de alterações de alinhamento da coluna cervical e correlacionar essas alterações com queixas clínicas e aumento da incapacidade. Também foi realizada a comparação entre atletas iniciantes e veteranos. Métodos: Foi realizado estudo transversal com 64 atletas profissionais de rúgbi, que foram submetidos a questionário com informações sobre prática esportiva e sintomas clínicos. Também foi realizada radiografia de coluna cervical, a fim de investigar alterações degenerativas como perda de altura intervertebral, osteofitose e esclerose óssea de platô vertebral, além de outras anomalias como malformações e deformidades sugestivas de fraturas prévias. Foram medidos parâmetros de alinhamento do eixo sagital vertical cervical, inclinação da vértebra de T1 e lordose cervical. Resultados: A média dos parâmetros, obtidos nas 64 radiografias, foi 19,8º ± 14,1 para lordose cervical, 28,1 ± 8,1 para inclinação de T1 e 12,7mm ± 10,2 para o eixo vertical sagital cervical. A diferença entre inclinação de T1 e lordose cervical foi de 8,3 ± 10,4. Alguma alteração degenerativa foi observada em 20,3% das radiografias. Não houve diferença na incidência de alterações degenerativas e de alinhamento, entre jogadores veteranos e iniciantes. Atletas que apresentaram lordose cervical maior que 2 desvios-padrões tiveram pontuação na escala visual analógica de dor de 2,43 ± 1,62 contra 1,16 ± 1,35 nos atletas com lordose normal (p=0,024). Os atletas na posição avançada também tiveram maior pontuação com 1,64 ± 1,58 em comparação com jogadores na posição recuada que obtiveram 0,76 ± 0,96 (p=0,007). Conclusão: A variação da lordose cervical, maior que 2 desvios-padrões, está relacionada a um aumento na escala visual analógica de dor. Os jogadores avançados também mostraram um aumento nessa escala. Não foi observada diferença nos sintomas entre jogadores veteranos e iniciantes, assim como alterações de alinhamento e degeneração. |
|---|