A intermidialidade inerente à janela indiscreta do cinema

Resumo: São comuns temas voyeurísticos utilizados como recursos estilísticos na filmografia de Alfred Hitchcock. Seu filme Janela Indiscreta de 1954 é o mais proeminente exemplo dessa temática, uma vez que seu protagonista, imobilizado devido a um acidente, faz de suas observações diárias de seus vi...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Dangió, Gabriel Vinicius, 1992-
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1407775
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/20.500.12733/23057
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Hitchcock, Alfred, 1899-1980
Janela Indiscreta (Filme : 1954)
Estudos intermidiáticos
Rear window (Motion picture : 1954)
Intermidiate studies
Remediação
Dossiê
Descrição
Resumo:Resumo: São comuns temas voyeurísticos utilizados como recursos estilísticos na filmografia de Alfred Hitchcock. Seu filme Janela Indiscreta de 1954 é o mais proeminente exemplo dessa temática, uma vez que seu protagonista, imobilizado devido a um acidente, faz de suas observações diárias de seus vizinhos a trama principal da narrativa. Esse argumento desperta a ideia de, por vezes, o personagem estar assistindo a um filme dentro de outro, em uma produção metalinguística do renomado diretor. O presente ensaio tem como objetivo, portanto, comparar as intermidialidades que compuseram a história da arte cinematográfica com as ações desenvolvidas no decorrer do filme em análise no que diz respeito à relação entre o espectador e aquilo que é assistido. Na comparação, a história da composição intermidiática do cinema será resgatada por meio de analogias entre a narrativa de Janela Indiscreta e elementos constituintes dessa história, a saber: a relação da imagem e do som na transição do cinema mudo para o cinema falado, como nomeia o filósofo Gilles Deleuze (2005); a disjunção entre imagem e som do cinema moderno (DELEUZE, op. cit.); os diferentes artefatos (FLUSSER, 2007) que possibilitaram o surgimento do filme em 3D; e as novas remediações (BOLTER; GRUSIN, 2000) da mídia nos formatos dos jogos chamados de filmes interativos e nos próprios longas-metragens considerados interativos