O Mundo Aromático - dos PAHs no meio interestelar às condições bióticas

Uma fração considerável do carbono no meio interestelar (ISM, da siga em inglês) - 20% ou mais - está na forma de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs, na sigla em inglês), e as linhas de emissão do ISM no infravermelho médio são dominadas por bandas relacionadas a este tipo de moléculas (J...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Canelo, Carla Martinez
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15012021-152925
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-15012021-152925/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Astrobiologia
Astrobiology
Astrochemistry
Astroquímica
evolução de galáxias
evolution of galaxies
infrared
infravermelho
interstellar medium
meio interestelar
PAHs
starbursts
Descripción
Sumario:Uma fração considerável do carbono no meio interestelar (ISM, da siga em inglês) - 20% ou mais - está na forma de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs, na sigla em inglês), e as linhas de emissão do ISM no infravermelho médio são dominadas por bandas relacionadas a este tipo de moléculas (Joblin et al., 1992). Quando um PAH incorpora um ou mais átomos de nitrogênio, que substituem átomos de carbono, ele se torna um heterociclo policíclico aromático nitrogenado (PANH, da siga em inglês). Eles podem fornecer o elo perdido entre a química abundante dos PAHs no ISM e as nucleobases que compõem todos os seres vivos. A análise das características dos perfis de PAH, especialmente o de 6.2m, poderia indicar a presença do nitrogênio incorporado aos anéis. Peeters et al. (2002) sugeriu a divisão dos espectros de PAH em três classes - A, B e C - dependendo da interpretação da variação da posição do pico dos perfis. A identificação da classe da banda de 6.2m pode mostrar se PANHs estão presentes e quão importantes são para esta emissão. Neste trabalho, 206 galáxias (no geral, dominadas por starbursts), extraídas do projeto Spitzer/IRS ATLAS (Hernan-Caballero & Hatziminaoglou, 2011), tiveram seus perfis de 6.2m ajustados e distribuídos nas classes de Peeters. Um total de 124 (60%) galáxias foram classificadas como classe A, 42 (20%) galáxias como classe B e 3 (1.5%) galáxias como classe C. A classe A, correspondente a um comprimento de onda central perto de 6.22m, só foi explicada pela substituição de carbono por nitrogênio, apesar de outras tentativas de explanação (Hudgins et al., 2005). Além disso, a classe B pode representar uma mistura entre PAHs e PANHs. Logo, estes espectros sugerem a presença significativa de PANHs, o que pode indicar outro reservatório de nitrogênio no Universo, com condições de densidade e temperatura diferentes das fases gasosas e gelos.