Quando a morte ocorre no domicílio
Apesar de a filosofia paliativista defender o direito do doente de escolher o local do óbito, existe uma valorização do óbito em domicílio e uma política de desospitalização nas unidades públicas de saúde brasileiras contemporâneas. Entretanto, óbito no domicílio não é por si só indicativo de qualid...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) |
| Repositorio: | Revista M (Rio de Janeiro) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.seer.unirio.br:article/9202 |
| Acceso en línea: | https://seer.unirio.br/revistam/article/view/9202 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cuidados paliativos Assistência domiciliar Cuidadores Luto |
| Sumario: | Apesar de a filosofia paliativista defender o direito do doente de escolher o local do óbito, existe uma valorização do óbito em domicílio e uma política de desospitalização nas unidades públicas de saúde brasileiras contemporâneas. Entretanto, óbito no domicílio não é por si só indicativo de qualidade da assistência, seja na saúde pública ou suplementar. O objetivo deste estudo foi investigar a experiência de acompanhamento do processo de morte no domicílio para o cuidador familiar principal de paciente oncológico adulto em cuidados paliativos, que foi assistido por hospital público especializado neste tipo de abordagem, na cidade do Rio de Janeiro – RJ (Brasil), durante o ano de 2016. Utilizou-se a metodologia qualitativa de pesquisa, submetendo o material discursivo das entrevistas a uma análise de conteúdo. Constatou-se que a abordagem quanto às decisões de fim de vida costuma ser tardia e prevalece a dificuldade de conversar sobre o assunto entre o paciente e a família. Portanto, as escolhas são majoritariamente da família. A experiência foi avaliada de forma positiva pela maioria dos entrevistados, havendo valorização do suporte da equipe de assistência domiciliar e da oportunidade de usufruir do convívio familiar. Contudo, para alguns o domicílio permaneceu impregnado de lembranças do período de adoecimento e do momento da morte. |
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