A velhice nas imagens e nos vídeos divulgados no Facebook: pedagogias culturais e produção de sentido
A velhice é um processo universal, inevitável e esperado. Há ampla ascensão do envelhecimento na população brasileira, assim como é crescente a adesão desse grupo no uso de redes sociais, em virtude dos benefícios e das facilidades que esse recurso pode oferecer às suas vidas. Diante desse cenário,...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/28958 |
| Acceso en línea: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/28958 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Velhice Pedagogia culturalmente relevante Idosos Ciências Humanas |
| Sumario: | A velhice é um processo universal, inevitável e esperado. Há ampla ascensão do envelhecimento na população brasileira, assim como é crescente a adesão desse grupo no uso de redes sociais, em virtude dos benefícios e das facilidades que esse recurso pode oferecer às suas vidas. Diante desse cenário, propôs-se analisar, neste estudo, a forma como o idoso é apresentado nas imagens, nos vídeos e discursos veiculados na rede social virtual Facebook, especificamente, nas páginas “Velhice me aguarde” e “Velhice solitária”, em que se buscam conteúdos que reportam à pessoa idosa para negar ou reforçar estereótipos ligados à velhice. As redes sociais trazem variadas informações, muitas delas carregadas de pedagogias culturais - grandes responsáveis por promover uma dicotomia na produção de sentido. Trata- se de um artefato social caracterizado por estereótipos, pensamentos e negatividades/positividades. Assim, a pesquisa é caracterizada pela natureza qualitativa, do tipo documental, sendo objeto de investigação as mensagens postadas na referida rede no ano de 2017. Assume-se a perspectiva antropológica sobre o envelhecimento, a partir de autores que discutem os diversos aspectos sobre a velhice. O conteúdo utilizado, sob a forma de mensagens e imagens, embasa a construção do referencial teórico e auxilia a categorização de dados para posterior discussão entre os elementos analisados e a literatura que versa sobre conceitos como: poder simbólico, violência simbólica, envelhecimento, pedagogia cultural, produção de sentido, identidade, estereótipos, corporalidade, cultura e mídia. Foi possível concluir que, conforme material publicado nas referidas páginas do Facebook, algumas mensagens exaltam a velhice, mas outras buscam convencer que para estar bem é necessário ser jovem. Tal negação da velhice pode exemplificar a falta de aceitação social dessa parcela da população, em decorrência do consumismo proporcionado pela rede social virtual e mídias em geral. Nesse sentido, torna-se necessário sensibilizar e enfatizar a valorização do idoso, incentivando sua participação social, com o objetivo de melhorar as relações intergeracionais, pois o idoso ativo deve ser reconhecido como motivo de orgulho e exemplo para a comunidade. Palavras-chave: Velhice. Facebook. Pedagogia Cultural. Idoso. Produção de Sentidos. Violência Simbólica. |
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