Efeitos do estresse de imobilização sobre as funções reprodutoras do rato macho púbere e adulto

O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos do estresse sobre a instalação da puberdade e os parâmetros reprodutivos de ratos machos adultos, analisando as alterações provocadas pela imobilização prolongada intermitente iniciada na pré-puberdade e prolongada até o início da puberdade e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Almeida, Simone Acrani de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1999
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20032025-093313
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-20032025-093313/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Não informado.
Descripción
Sumario:O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos do estresse sobre a instalação da puberdade e os parâmetros reprodutivos de ratos machos adultos, analisando as alterações provocadas pela imobilização prolongada intermitente iniciada na pré-puberdade e prolongada até o início da puberdade e a idade adulta. Para isto, ratos machos pré-púberes foram imobilizados dentro de tubos de PVC (6 horas diárias) por períodos de 15 dias (sacrifício na puberdade) ou 60 dias (sacrifício na idade adulta). A condição de estresse foi comprovada pelo aumento das concentrações plasmáticas de ACTH, corticosterona e Prl. O estresse não alterou a concentração de FSH mas provocou diminuição significativa na concentração plasmática de LH. A concentração plasmática de testosterona foi diferente conforme a fase do desenvolvimento sexual: diminuiu nos ratos adultos (corroborando a maioria dos dados da literatura) mas elevou-se nos animais pré-púberes estressados; esta elevação foi discutida em termos de um possível aumento da estimulação simpática. Os ratos púberes estressados exibiram menor grau de maturação testicular, que não teve correlação direta com a alteração dos hormônios do eixo hipófise-testicular e foi discutida em termos de uma possível interferência com o controle parácrino da espermatogênese. Analisados quanto ao comportamento sexual, apresentaram maior freqüência de intromissões, sugestiva de maior motivação sexual e discutida em termos do aumento dos níveis plasmáticos de testosterona (observado nos ratos estressados) e do provável aumento de serotonina e catecolaminas (esperado em situações de estresse). Exibiram, no entanto, um atraso para iniciar o comportamento de cópula (aumento de latência para realização da primeira monta), provavelmente relacionado às repetidas experiências aversivas em que a mudança de ambiente vinha sempre acompanhada de imobilização. Na idade adulta, os ratos estressados apresentaram diminuição da produção de espermátides maduras e da densidade espermática, ocasionada, provavelmente, pela menor secreção de testosterona somada à menor quantidade de células de Sertoli. Cruzados com fêmeas normais, resultaram em uma progênie com maior taxa de perdas pré- e pós-implantação. A diminuição de fertilidade dos ratos estressados foi discutida em termos de distúrbios na maturação epididimária dos gametas, que é dependente de uma alta estimulação androgênica, garantida pela secreção de testosterona somada a secreção da androgen-binding protein (ABP) pelas células de Sertoli.