A marca corporal como registro de existência e a pele como superfície de experiência : o contato como paradigma para as imagens impressas do corpo

A marca corporal como registro de existência e a pele como superfície de experiência: o contato como paradigma para as imagens impressas do corpo é uma pesquisa de mestrado em Poéticas Visuais que articula questões provenientes de uma prática artística que é fundamentada em procedimentos gráficos e...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rochefort, Carolina Corrêa
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/27879
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/27879
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Arte contemporânea
Poeticas visuais
Corpo : Arte
Arte : Imagem
Descrição
Resumo:A marca corporal como registro de existência e a pele como superfície de experiência: o contato como paradigma para as imagens impressas do corpo é uma pesquisa de mestrado em Poéticas Visuais que articula questões provenientes de uma prática artística que é fundamentada em procedimentos gráficos e numa produção textual reflexiva. O objeto de estudo desta pesquisa parte da idéia de inscrição e transferência de imagem, procedimentos encontrados na maioria dos processos ligados à gravura e à fotografia, meios gráficos explorados na prática em questão. Utilizo rugas, marcas e dobras gravadas na superfície da pele para apontar o corpo como superfície de inscrição singular (marcado pelo tempo e pelos acontecimentos vividos por cada um) bem como o gesto que marca, promovido por esse corpo marcado. O fluxo dos procedimentos e dos conceitos adotados na pesquisa aponta para uma poética da experiência, pois encontra no contato, no encontro entre as superfícies/corpos, o mote para a produção e reflexão do presente fazer. Apresento, como resultado da pesquisa, trabalhos/proposições e séries de imagens impressas que têm, como conceito operatório, a impressão da superfície do corpo humano, ou seja, o corpo como matriz para as imagens, bem como o seu gesto como produtor de imagens, pensando o corpo, o humano, como matéria para a produção de imagens, onde o tátil e o visual comungam na experiência artística e em seus resultados. Assim, busco uma crítica às imagens puramente visuais, convidando o “espectador” a contatar as superfícies, os corpos num movimento que procura, através do sentido tátil, a experiência artística heurística. O estudo conduz a aproximações com obras de artistas contemporâneos, com ênfase na produção dos artistas brasileiros Lygia Clark e Hélio Oiticica pelo caráter experimental de suas propostas artísticas; com a filosofia, pelo viés de autores como Gilles Deleuze, Henri Bergson e Walter Benjamin; com a história e crítica da arte, dialogando com ideias traçadas por Didi-Huberman e Mario Pedrosa.