A dessacralização do passado em As Naus: a ficção parodística de Lobo Antunes
A desmistificação do passado português presente em As Naus, romance de António Lobo Antunes, a procura da identidade portuguesa pós-moderna e as consequências da descolonização africana para os retornados da guerra na sua difícil readaptação a Portugal. O autor recria, através de um jogo parodístico...
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFJF |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/939 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/939 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS Literatura portuguesa Pós-modernismo Identidade Dessacralização Paródia Portuguese literature Post-modernism Identity Demystification Parody |
| Resumo: | A desmistificação do passado português presente em As Naus, romance de António Lobo Antunes, a procura da identidade portuguesa pós-moderna e as consequências da descolonização africana para os retornados da guerra na sua difícil readaptação a Portugal. O autor recria, através de um jogo parodístico, o conceito de ser português. Como viveu em Angola durante o processo revolucionário de independência do país, transcreveu para sua obra os horrores de que foi testemunha. São desnudadas não somente a realidade da descolonização portuguesa na África, mas também a eclosão da luta contra a ocupação colonial e suas consequências para os portugueses e seus descendentes angolanos, que são obrigados a retornar a Portugal. Uma coletânea de registros desses retornados, sendo que muitos deles possuem, na narrativa, nomes de figuras ilustres de Portugal e do mundo. Esses personagens, porém, apesar de carregarem a identidade das personalidades históricas, são pessoas simples, quase sempre marginalizadas, que não conseguem prosperar em meio a nova sociedade portuguesa. Sobretudo através da paródia, o autor consegue fazer a aproximação de dois momentos completamente distintos da história portuguesa: o século XV, gloriosamente marcado pelas conquistas marítimas, e o século XX, período da descolonização. A problemática do romance pós-moderno revela-se justamente na construção de uma narrativa fragmentada, na presentificação do passado e sua consequente mistura de planos temporais, na multiplicidade de vozes, nos experimentalismos de linguagem, dentre outros. |
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