Prolegômenos para o sincretismo na poesia visual
Este trabalho apresenta um estudo introdutório sobre o sincretismo na poesia visual, a partir da consideração que a superposição entre arte poética e artes visuais é a base do fazer poético que regula a produção do poema visual, concebido como um objeto poético que não apresenta sua semioticidade go...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-14052025-114555 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-14052025-114555/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Poesia visual Sincretismo Syncretism Visual poetry Visualidade Visuality |
| Sumario: | Este trabalho apresenta um estudo introdutório sobre o sincretismo na poesia visual, a partir da consideração que a superposição entre arte poética e artes visuais é a base do fazer poético que regula a produção do poema visual, concebido como um objeto poético que não apresenta sua semioticidade governada por estruturas oriundas dos modelos reproduzidos pela poesia convencional. Utilizou-se como fundamentação teórica a semiótica francesa, a partir de ferramentas analíticas que viabilizaram a apresentação do caráter diferencial da poesia visual expresso por experimentalismos traduzidos numa atitude criativa de abertura a interações interartísticas. O conceito de sincretismo, encontrado em Courtés e Greimas (2008), é aproveitado a partir dos desenvolvimentos feitos por Parret (2006) para evidenciar que as superposições entre constituintes das semióticas diferentes, que ocorrem no poema visual, podem ser descritas pela categoria da junção que condiciona a apreensão de termos descontínuos à relação de semelhança, sustentada pela existência de um fundo de equivalência constituído entre termos no espaço textual. A ocorrência do sincretismo coloca as obras da poesia visual em situação de fronteira entre poesia e arte visual, assim, para enquadrá-las como texto poético, seguiu-se as propostas teóricas de Greimas (1975a, 1975b), Rastier (1975), Floch (1985), Fiorin (2003), Prohm(2005) e Rajewsky (2010), uma vez que esses autores fundamentam a descrição do significado do poema visual como um texto conotativo que produz comunicação poética no nível sintagmático e paradigmático; enquanto texto produtor de comunicação visual, o poema visual mostrou-se aderente à proposta de descrição do significado dos objetos visuais projetada pela semiótica visual trazida por Greimas (1984) e seus desenvolvimentos realizados por Floch (1979,1985,1990,2001), Pietroforte (2004, 2006, 2016) e Thürlemann (1981,1982, 2012). Para recuperar, explicitar e expandir reflexões relativas ao sincretismo e à visualidade, fontes teóricas diversas foram utilizadas, com vigilância à manutenção do intercâmbio entre as observações levantadas e a semiótica greimasiana. Como resultado, as proposições apresentadas neste estudo trazem informações relevantes que podem subsidiar leituras mais abrangentes de poemas visuais |
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