O ceticismo de Hume

Uma das questões mais importantes e polêmicas da filosofia de David Hume, seu ceticismo vem ocupando boa parte da atenção dos comentadores e estudiosos. Desde Reid e Beattie até os trabalhos mais recentes, a verdadeira proliferação da literatura sobre Hume não se fez sem produzir uma grande disparid...

Full description

Bibliographic Details
Author: Danowski, Déborah
Format: article
Status:Published version
Publication Date:1998
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repository:Manuscrito (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8669124
Online Access:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/manuscrito/article/view/8669124
Access Level:Open access
Keyword:Hume-Resenha
Ceticismo - Resenha
Description
Summary:Uma das questões mais importantes e polêmicas da filosofia de David Hume, seu ceticismo vem ocupando boa parte da atenção dos comentadores e estudiosos. Desde Reid e Beattie até os trabalhos mais recentes, a verdadeira proliferação da literatura sobre Hume não se fez sem produzir uma grande disparidade de interpretações, não apenas acerca do ceticismo, mas acerca de diversos outros pontos mais ou menos particulares, e mesmo do sentido mais geral da obra desse filósofo. Frente a tal emaranhado de leituras, aqueles que pretendem se esclarecer sobre o problema do ceticismo humeano, e por extensão do ceticismo em geral, terão no livro de Plínio Smith um auxílio precioso. O Ceticismo de Hume pretende através de uma análise rigorosa ("estruturalista com ressalvas") do texto humeano, de terminar, por um lado, como surge em Hume a problemática do ceticismo, qual a articulação dessa problemática com sua teoria das idéias, em que medida ela se adequa ao projeto de uma ciência empirista da natureza humana; e, por outro, de terminar o sentido preciso que o próprio Hume dá ao termo "ceticismo", se esse sentido resiste a uma análise fiel dos textos ou se reflete uma incompreensão do autor acerca de sua própria filosofia, e finalmente a correção ou não, do ponto de vista histórico, dessa auto-caracterização de Hume frente às duas principais fontes antigas da tradição cética: o pirronismo e o ceticismo acadêmico.