Etnomatemática, jogos de linguagem e movimentos de contraconduta de mulheres no ocupar o Quadrado
O presente artigo é recorte de uma dissertação de mestrado que objetivou identificar e analisar os jogos de linguagem produzidos por um grupo de mulheres moradoras do Quadrado, comunidade localizada no bairro Porto da cidade de Pelotas/Rio Grande do Sul, quando narram as suas vivências durante a ocu...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| Repositorio: | BoEM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai::article/18287 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.udesc.br/index.php/boem/article/view/18287 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Etnomatemática Jogos de linguagem Contraconduta Educação Matemática |
| Sumario: | O presente artigo é recorte de uma dissertação de mestrado que objetivou identificar e analisar os jogos de linguagem produzidos por um grupo de mulheres moradoras do Quadrado, comunidade localizada no bairro Porto da cidade de Pelotas/Rio Grande do Sul, quando narram as suas vivências durante a ocupação. Os aportes teóricos utilizam teorizações pós-estruturalistas, tendo por referência estudos na perspectiva etnomatemática de Knijnik, Wanderer, Giongo e Duarte (2013), nos jogos de linguagem de Wittgenstein (2000) e no conceito de contraconduta de Michel Foucault (2008). A investigação foi desenvolvida em uma abordagem qualitativa de caráter exploratório e, para a coleta de dados, de inspiração etnográfica, com instrumentos de observação participante, diário de campo e fotografias. Para compor a produção dos dados utilizou-se entrevistas narrativas, quando quatro moradoras, de gerações diferentes, relatam as suas vivências sobre a ocupação. O material coletado foi analisado de forma descritiva-analítica conforme as ideias de Paraíso (2012), considerando, como ferramentas analíticas, a noção de contraconduta de Foucault (2008) e de jogos de linguagem, usos, semelhanças de família e formas de vida de Wittgenstein (2000). Neste trabalho discutimos as narrativas das mulheres sobre formas de ocupar o local. As análises apontam que os jogos de linguagem das mulheres são provenientes de práticas por elas vivenciadas à medida que foram se estabelecendo no lugar; suas lutas, resistências e movimentos de contraconduta. Evidenciamos a existência de outras formas de matematizar; mensurar, associar, classificar, indicar tempo, presentes no processo de ocupar o Quadrado. |
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