A autoria e o ensino remoto produzido pelo centro de mídias da educação de São Paulo

A presente dissertação tem por questão central compreender a perspectiva educacional do ensino remoto produzido pelo CMSP e os possíveis efeitos na formação para autoria dos sujeitos-alunos dos 3º e 4º anos do ensino fundamental. Para tanto: conceituamos a autoria na perspectiva discursiva de cunho...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Beatriz Borges de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22012025-102625
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59140/tde-22012025-102625/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Análise do discurso
Authorship
Autoria
CMSP
Discourse analysis
Educação
Education
Ensino remoto
Remote teaching
Descripción
Sumario:A presente dissertação tem por questão central compreender a perspectiva educacional do ensino remoto produzido pelo CMSP e os possíveis efeitos na formação para autoria dos sujeitos-alunos dos 3º e 4º anos do ensino fundamental. Para tanto: conceituamos a autoria na perspectiva discursiva de cunho materialista, fundada a partir dos estudos de Michel Pêcheux e desenvolvida no Brasil; relacionamos a educação libertadora defendida na perspectiva freireana com o trabalho pedagógico direcionado à formação para a autoria; contextualizamos o ensino remoto na pandemia, mais especificamente o desenvolvido pelo Estado de São Paulo, e, analisamos 60 videoaulas de Língua Portuguesa transmitidas entre 2020 e 2021 para os 3° e 4° anos. Por meio das análises, observamos as regularidades discursivas (re)produzidas nas videoaulas do CMSP, identificando as formações discursivas e formações imaginárias sobre leitura, escrita e sujeito-aluno no discurso do sujeito-professor do CMSP, além das condições de produção que sustentam as práticas pedagógicas. O que as análises nos levam a concluir é que o ensino da Língua Portuguesa é forjado por práticas inscritas em uma formação ideológica que apaga a memória discursiva, desconsiderando o já-dito, e fecha a leitura e a escrita na mecânica utilitarista, produzindo a fôrma-leitor e a fôrma-escritor, e significa a educação como a ação e o momento em que o sujeito-professor, que domina o código escrito, transfere para o aluno o conhecimento desse código, a partir da constante repetição e promoção de atividades que fazem o aluno repetir o que foi ensinado, para \"aprender\" ao decorar, decodificar e reproduzir.