Caracterização do microbioma intestinal em recém nascidos com defeitos congênitos do trato gastrointestinal submetidos à correção cirúrgica
Introdução: O epitélio intestinal de recém-nascidos (RN) é uma superfície mucosa sensível e pode apresentar respostas inflamatórias exacerbadas tanto para bactérias comensais como patógenos. RN portadores de defeitos congênitos da parede abdominal e do abdome submetidos à correção cirúrgica e intern...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13042023-142851 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-13042023-142851/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Cirurgia Gastrointestinal tract Gastroschisis Gastrosquise Hernia umbilical Hérnia umbilical Microbiota Newborns Recém-nascido Surgery Trato gastrointestinal |
| Resumo: | Introdução: O epitélio intestinal de recém-nascidos (RN) é uma superfície mucosa sensível e pode apresentar respostas inflamatórias exacerbadas tanto para bactérias comensais como patógenos. RN portadores de defeitos congênitos da parede abdominal e do abdome submetidos à correção cirúrgica e internados em Unidades de Cuidado Intensivo são mais susceptíveis a influências ambientais, com consequente desordem da microbiota intestinal é possível proliferação de bactérias patogênicas. Justificativa: Gastrosquise e onfalocele são condições relacionadas a defeito no fechamento da parede abdominal durante o desenvolvimento intra-útero. A dismotilidade intestinal ou íleo adinâmico no pós operatório são complicações frequentemente presentes nesses RNs, levando ao uso de nutrição parenteral por longos períodos e ao uso de antibióticos de amplo espectro, o que aumenta o risco de adquirirem sepse. Hipótese: Pouco se sabe sobre a composição da microbiota fecal de RN graves com alterações intestinais importantes como gastrosquise, onfalocele. Objetivos: Avaliar a evolução da composição da microbiota intestinal de recém-nascidos no pós operatório da cirurgia abdominal, internados em UTI neonatal, durante o período de internação e relacionar as eventuais intercorrências clínicas; avaliar a composição da microbiota fecal de crianças em jejum prolongado e em vigência de sepse neonatal. Métodos: Incluídos 30 RN com mal formaçoes da parede abdominal, os quais foram divididos em grupos de acordo com a má formação apresentada: gastrosquise (n=18), onfalocele (n=8) ou atresia/hérnia (n=4). Colhidas amostras de fezes sequencialmente, a cada sete dias, até a alta, imediatamente colocadas em refrigerador e transferidas em gelo para armazenamento em freezer -80°C. Sendo realizada a extração de DNA utilizando o kit QiaAmp DNA Stool (Qiagen), e armazenados a -20°C sendo realizado o sequenciamento e Análise de bioinformática, dessa forma, por comparação, foram identificados os filos e gêneros a que pertencem. Resultados: O filo mais abundante ao nascimento foi Firmicutes, o segundo Proteobacteria.O principal gênero ao nascimento na onfalocele e no grupo com atresia / hérnia foi Staphylococcus. O gênero mais abundante na gastrosquise foi Streptococcus. O filo Proteobacteria foi o mais abundante no grupo que recebeu mais de 3 ciclos de antibióticos (66,63 ± 27,9) em comparação ao grupo que recebeu menos de 3 ciclos (57,48 ± 39,9). O filo Firmicutes apresentou-se mais abundante no grupo que recebeu menos de 3 ciclos (37,25 ± 36,5), em comparação ao grupo que recebeu mais de 3 ciclos (24,51 ± 22,5). O filo Bacteroidetes mais abundante no grupo que recebeu mais de 3 ciclos e Actinobacteria no grupo que recebeu menos de 3 ciclos. O gênero mais prevalente no grupo que recebeu mais de 3 ciclos de antibióticos foi Klebsiella (22,57 ± 23,9) e o mais prevalente no grupo que recebeu menos de 3 ciclos foi Escherichia-Shigella (20,89 ± 36,3). Outros gêneros abundantes no grupo que recebeu mais de 3 ciclos foram Serratia, Stenotrophomonas, e Veillonella. No grupo que recebeu menos de 3 ciclos, outros gêneros mais abundantes foram Streptococcus e Enterococcus. O único gênero que apresentou diferença estatística entre os grupos foi Prevotella, aumentado no grupo que recebeu mais de 3 ciclos. Com relação ao tempo de uso de NPP os filos com correlação positiva fraca foram Actinobacteria e Bacteroidetes. Os gêneros que apresentaram significância estatística no teste de correlação foram Lactobacillus (p=0,014) e Lachnospiraceae (p=0,05). A influência do tempo de jejum na microbiota intestinal mostrou o filo Bacteroidetes com uma tendência à correlação positiva fraca com o tempo de jejum (p=0,07). Os gêneros que apresentaram correlação positiva fraca com o tempo de jejum nesta análise foram: Odoribacter, Prevotella, Alistipes, Granulicatella e Lachnospiraceae; para o gênero Enterococcus observado uma correlação positiva média. Discussão: Os resultados obtidos poderão ser importantes para entender como se dá a colonização da microbiota intestinal na criança com malformaçoes da parede abdominal e suas possíveis consequências clínicas e as intervenções para melhorar a adaptação intestinal e qualidade de vida destes pacientes |
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