Cidadão e guardião : Cavell, perfeccionismo, democracia, cinema
No presente trabalho, são explorados alguns vínculos possíveis entre o perfeccionismo moral, tal como interpretado pelo filósofo estadunidense Stanley Cavell, e a democracia. São trabalhados alguns temas centrais do pensamento de Cavell, em particular, sua análise do ceticismo, sua recepção da filos...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292292 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/292292 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cavell, Stanley, 1926- Perfeição (Filosofia) Democracia Moral Política Cavell Perfectionism Democracy Morals and politics Cinema |
| Sumario: | No presente trabalho, são explorados alguns vínculos possíveis entre o perfeccionismo moral, tal como interpretado pelo filósofo estadunidense Stanley Cavell, e a democracia. São trabalhados alguns temas centrais do pensamento de Cavell, em particular, sua análise do ceticismo, sua recepção da filosofia de Ralph Waldo Emerson e seu engajamento crítico com a obra de John Rawls. Destacando esses pontos, pode-se chamar atenção a como o perfeccionismo tanto (i) não é uma doutrina moral robusta, isto é, não se prende a respostas particulares para os problemas morais, mas se preocupa com a mudança e a integridade moral, quanto (ii) não é afetado pela famosa crítica de ser elitista. O primeiro ponto é desenvolvido ao concebermos perfeccionismo como uma visão moral que destaca as possibilidades de mudança do “eu”, seu poder de passar de um estado de confusão ou alienação para um de autoconhecimento e integridade moral. O segundo ponto se dá ao indicar que tal perspectiva não exige uma realocação de recursos especiais, ou um ideal fechado de perfeição — até porque se houvesse um ponto perfeito e final, o movimento de transformação que caracteriza o perfeccionismo deixaria de existir. Em particular, são respondidas as críticas de Rawls a Friedrich Nietzsche, indicando como o perfeccionismo não faz demandas materiais, mas demandas morais e políticas em sentido amplo. Adotando tal visão do perfeccionismo, é reforçado como o próprio Rawls é um autor perfeccionista, almejando aperfeiçoar a democracia em direção ao que ela deve sempre estar se tornando. Os diferentes pontos são retomados com a interpretação filosófica de um filme, a saber, O grande ditador (1940) de Charlie Chaplin, onde tenta-se ir da leitura convencional de vê-lo como uma sátira de ditadores (embora isso seja verdade) e é indicado seu potencial perfeccionista, um filme que nos lembra dos deveres da voz democrática e de querer fazer sentido entre cidadãos. |
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