Aspectos dinâmicos e termodinâmicos de vórtices ciclônicos de altos níveis com convecção em seu interior.
Eventos extremos de precipitação causam impactos socioeconômicos e ambientais significativos. Na região Nordeste do Brasil (NEB), os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANs) são sistemas meteorológicos que atuam entre 200 – 300 hPa, caracterizados por um núcleo frio e uma circulação ciclônica fec...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/41561 |
| Acceso en línea: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/41561 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Meteorologia Nordeste do Brasil Precipitação Vorticidade Aquecimento convectivo Meteorology Northeast Brazil Precipitation Vorticity Convective heating Meteorologia. |
| Sumario: | Eventos extremos de precipitação causam impactos socioeconômicos e ambientais significativos. Na região Nordeste do Brasil (NEB), os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANs) são sistemas meteorológicos que atuam entre 200 – 300 hPa, caracterizados por um núcleo frio e uma circulação ciclônica fechada. Esses sistemas estão frequentemente associados a condições de tempo instável, como aumento da nebulosidade, chuvas intensas e ventos fortes, principalmente em sua periferia. O estudo dos VCANs é essencial para compreender os processos dinâmicos e termodinâmicos que influenciam o tempo e o clima, especialmente na região do NEB. Compreender a estrutura e a evolução dos VCANs é fundamental para melhorar a previsão de eventos extremos, como chuvas intensas, e para reduzir os impactos socioeconômicos e ambientais associados. O objetivo foi analisar a dinâmica e a termodinâmica, através da equação da tendência de vorticidade, da fonte aparente de calor (Q1) e do sumidouro aparente de umidade (-Q2). Através dos dados de reanálise do ERA5, no campo da temperatura, e do uso de imagens de satélites, foi possível identificar a atuação de VCANs na área delimitada pelas latitudes de 10°N a 30°S e das longitudes de 65°W a 15°W, e fazer a distinção dos VCANS que continham ou não convecção em seu interior. Dentre os casos encontrados foram selecionados dois eventos: o caso do dia 16-01-2011 e o do dia 29-01-2016. No primeiro caso, a precipitação decorrente da atividade convectiva, afetou parte do leste do Estado da Bahia. Para o segundo caso, a precipitação afetou os estados de Alagoas, Pernambuco e parte da Paraíba. O conjunto de dados do ERA5, mostraram os campos de vorticidade relativa e Q1 e -Q2 revelando padrões que contribuíram para a formação da convecção. A análise de Q1 indicou uma fonte de calor localizada entre os núcleos dos VCANs. Para o caso do dia 16, o aquecimento ocorreu entre 500 e 200 hPa, enquanto, para o caso do dia 29, o aquecimento foi observado entre 600 e 300 hPa. Esses padrões de aquecimento estão associados à liberação de calor latente durante a condensação, reforçando o desenvolvimento e atuação de convecção profunda. Os resultados no campo de vorticidade relativa, mostraram que há uma incursão de vorticidade positiva, associada ao movimento anticiclônico, se deslocando verticalmente até atingir o núcleo do VCAN, o que possibilitou a formação de convecção em seu interior. |
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