Caracterização petrográfica, química e tecnológica dos quartzitos do centro produtor de São Thomé das Letras no sudoeste do Estado de Minas Gerais

O Centro Produtor de São Thomé das Letras abrange duas áreas testes, denominadas respectivamente de área I (São Thomé das Letras) e área II (Luminárias). Nas respectivas áreas foram selecionadas para estudo seis variedades de quartzitos (Branco, Amarelo, Róseo, Carrancas, Carranquinha e Luminárias)....

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Detalhes bibliográficos
Autor: Fernandes, Tânia Maria Gomes [UNESP]
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/103042
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/103042
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Petrologia
Rochas ornamentais
Quartzito
Tecnológico
Ornamental
Físicos e revestimento
Quartzites
Technological
Physical and revestments
Descrição
Resumo:O Centro Produtor de São Thomé das Letras abrange duas áreas testes, denominadas respectivamente de área I (São Thomé das Letras) e área II (Luminárias). Nas respectivas áreas foram selecionadas para estudo seis variedades de quartzitos (Branco, Amarelo, Róseo, Carrancas, Carranquinha e Luminárias). Com os propósitos de otimizar e valorizar o uso dessas rochas em revestimento externo e interno nas obras civis se fez necessário, um estudo de caracterização geológica e tecnológica. Os estudos petrográficos revelaram diferenças significativas em suas composições mineralógicas e texturais, principalmente com relação às quantidades de quartzo, muscovita e minerais opacos. As análises do MEV, químicas de rocha total e mineral, confirmaram que as variações nas cores dos quartzitos estudados são determinadas pelas alterações dos minerais opacos e pela variação da quantidade de ferro e titânio nas moscovitas. O levantamento estrutural realizado na Área I, em São Thomé das Letras, e Área II, região de Luminárias, definiram respectivamente quatro e cinco famílias principais de fraturas cortando os corpos rochosos, gerando áreas com espaçamentos variáveis e heterogêneos entre as famílias. No local onde o fraturamento é mais intenso, ocorre uma taxa de recuperação muito baixa na lavra, em torno de 10 a 15%, gerando uma maior quantidade de rejeito. A qualificação tecnológica dos quartzitos estudados incluiu uma série de ensaios físicos, mecânicos e químicos. Os resultados dos índices físicos, quando comparados aos valores de limites especificados pela norma ASTM C 616 - 89 (> 95 % de SiO2 e Ab < 01 %), apresentaram desempenho satisfatório. Os valores obtidos para resistência à flexão atestam a qualidade dessas rochas na ornamentação. A resistência ao ataque químico nas variedades testadas, mostrou bons resultados para os ácidos utilizados...