Estratégias de investigação de glicoproteínas de tecidos musculares de modelos animais distróficos

A glicosilação é uma das modificações mais comuns ocorridas naturalmente nas cadeias polipeptídicas. As glicoproteínas exercem papéis essenciais para os seres vivos desde o ínicio vida e, por essa razão, qualquer mutação nos resíduos de açúcares a elas ligados causam diversos efeitos não desejados a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Eugenio, Patrícia de Fátima Menegoci
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30072013-092646
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75135/tde-30072013-092646/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:alfa-distroglicana
alpha-dystroglycan
animal models
glicoproteínas
glycoproteins
modelos animais
Descripción
Sumario:A glicosilação é uma das modificações mais comuns ocorridas naturalmente nas cadeias polipeptídicas. As glicoproteínas exercem papéis essenciais para os seres vivos desde o ínicio vida e, por essa razão, qualquer mutação nos resíduos de açúcares a elas ligados causam diversos efeitos não desejados ao indivíduo. O padrão de glicosilação de proteínas é regido tanto por fatores genéticos quanto por fatores externos. Em relação aos defeitos de glicosilação hereditários, diversas mutações em genes específicos causam anormalidades na síntese de glicoproteínas. No grupo de doenças causadas por defeitos de glicosilação hereditários estão incluídas algumas distrofias musculares relacionadas a mutações em proteínas que são glicosiltransferases comprovadas ou putativas. O uso de modelos animais facilita o estudo dessas doenças neuromusculares e, por isso, o presente trabalho foi desenvolvido utilizando tecidos de camundongos controle (C57Black6) e LARGE. O camundongo LARGE possui características fenotípicas semelhantes às de humanos afetados pela distrofia muscular congênita tipo 1D. Diferentes estratégias de análise e de instrumentação foram empregadas para a obtenção de informações relacionadas tanto ao conjunto de glicoproteínas em geral quanto à alfa-distroglicana especificamente. A alfa-distroglicana mostra-se modificada em relação aos resíduos de açúcares nela ligados em animais com mutação no gene LARGE, resultando em diversos problemas de saúde. A técnica de eletroforese bidimensional, aliada à pré-purificação das glicoproteínas por colunas de lectinas e posterior identificação por espectrometria de massas, não garantiu a obtenção de resultados adequados para esta classe de estruturas. Portanto, a comparação glicoproteômica de tecidos musculares de animais controle e LARGE não foi bem sucedida por esta estratégia instrumental. Técnicas imunoanalíticas, em destaque o western blot, por sua vez, garantiram a visualização das diferenças de glicosilação da alfa-distroglicana, e experimentos de cromatografia de imunoafinidade iniciados neste trabalho mostraram o potencial da especificidade de interação anticorpo-antígeno no isolamento desta glicoproteína para estudos futuros de seus resíduos de oligossacarídeos. Finalmente, análises de espectrometria de massas dos resíduos de oligossacarídeos isolados das glicoproteínas foram realizadas. Os resultados obtidos indicaram a necessidade de otimização do preparo e purificação mais eficiente dessas amostras, mas alguns íons puderam ser relacionados a N- e O-glicanas.