Alegorias contemporâneas: imagens do pensamento nas líricas de Mayrant Gallo e Gonçalo M. Tavares
Na contemporaneidade, a aproximação temática com o cotidiano e a narratividade presente nos poemas reabilitam o modo de pensar por imagens. Pensar por imagens é procedimento da alegoria, que deixa de ser vista como mero recurso estilístico e passa a ser adotada como forma de pensar. Nesta tese, a al...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/28710 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/28710 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Letras Alegoria Poesia Lírica Contemporânea Imagem do pensamento Tavares, Gonçalo M. Gallo, Mayrant |
| Sumario: | Na contemporaneidade, a aproximação temática com o cotidiano e a narratividade presente nos poemas reabilitam o modo de pensar por imagens. Pensar por imagens é procedimento da alegoria, que deixa de ser vista como mero recurso estilístico e passa a ser adotada como forma de pensar. Nesta tese, a alegoria é utilizada como procedimento para a leitura da poesia contemporânea de Gonçalo M. Tavares e de Mayrant Gallo, bem como instrumento de análise das imagens que ressaltam nessas poesias. Empreendeu-se, portanto, um estudo comparado, buscando identificar pontos de convergência e distanciamento no que tange ao uso da alegoria por esses poetas. A escolha de uma possível definição para a alegoria foi feita a partir dos estudos de Walter Benjamin, os quais imprimiram uma nova noção acerca dessa figura de pensamento. Primeiro, ao estudar o drama trágico do período barroco, o filósofo distinguiu a alegoria do conceito de símbolo, enfatizando que a linguagem simbólica é imbuída da ideia de significado pleno e eterno. A reabilitação da alegoria se deu pelo reconhecimento de sua instabilidade de significados, e a profusão da temporalidade e da história. Posteriormente, ao analisar a obra poética de Baudelaire, Benjamin conseguiu captar a transitoriedade inerente à alegoria na temática da cidade e da modernidade, explorada pelo poeta francês. Associada à ideia da alegoria, Benjamin ainda apresenta concepção sobre a aura, a categoria do flâneur, a noção de fantasmagoria, de rastro, a experiência vivida de choque e a melancolia. A partir dessas categorias, intentou-se observar a recorrência de certas imagens dentro das temáticas da cidade, do tempo e da morte que denunciam Gonçalo M. Tavares e Mayrant Gallo como poetas alegoristas. |
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